Vida salva pelos exames preventivos
Publicado por soares7 em Setembro 7, 2007
O conhecimento por parte de pacientes salva muitas vidas. A história de Hilary Howard mostra isso. A família de Hilary tinha uma história de câncer de mama e, por isso, Hilary fazia seus testes regularmente. Esses testes precisam se transformar numa rotina das mulheres brasileiras. O seio esquerdo de Hilary estava com câncer, mas os exames periódicos fizeram com que fosse descoberto antes da metástase. O câncer de mama é um dos cânceres que são fáceis de curar se forem descobertos cedo. A mamografia revelou o câncer, que estava localizado nos dutos de leite. Casada e com três filhos, o câncer de Hilary faria vítimas secundárias, as vítimas ocultas do câncer, parentes e amigos do paciente. A intenção e o conhecimento de Hilary foram essenciais. Foi feita uma lumpectomia em Hilary, que é uma biópsia. Mostrou que o câncer estava nos estágios intermediários, quando a taxa de cura ainda é alta. Fizeram uma cirurgia e, em exame posterior, descobriram mais células cancerosas. Mais cirurgia para tirá-las. Mesmo depois dessa cirurgia foram encontradas células cancerosas mais difíceis de retirar. A solução foi uma mastectomia, retirar o seio inteiro, algo que causa muito dano a mulheres, como é humano e seria de esperar. Depois da mastectomia os médicos não encontraram mais células cancerosas e não fizeram tratamento de radiação nem quimioterápico. Alguns médicos fazem um, outro, ou os dois para não reduzir ao mínimo a probabilidade de volta do câncer.
Com diferente de Hilary, um número grande de mulheres brasileiras não sabem que o câncer de mama tem um componente genético e que há exames preventivos. Elas podem ser ensinadas. No mundo desenvolvido há programas assim e no Brasil também. Em um programa (RVI), trabalhadoras da área médica buscam todas as mulheres entre 50 e 70 para um exame preventivo, um mamograma. A situação de Hilary é muito diferente da de uma amiga, aluna de pós-graduação na Universidade de Brasília, que somente descobriu o câncer quando estava no seu estágio mais avançado, chamado de Estágio 4. Ela não tinha a preocupação de realizar testes e exames regulares e morreu depois de dois anos, durante os quais aprendeu muitíssimo sobre câncer de mama, passou a ser uma ativista e possivelmente salvou outras vidas.
Mas não a dela.
Uma em cada nove mulheres terá câncer de mama na vida. No Brasil, significa que, das mulheres atualmente vivas, cerca de dez milhões ou têm ou terão câncer de mama. Quantas delas morrerão depende de quão cedo ou tarde o câncer fôr detectado. Por isso campanhas de detecção são muito importantes. Mesmo pessoas sem instrução podem aprender a fazer auto-exames, o primeiro passo no be-a-bá da prevenção. Precisamos, também, O dinheiro que se perde na corrupção do setor público poderia financiar mamogramas regulares de mihões de mulheres brasileiras e salvar dezenas de milhares de vida.
E os maridos, companheiros, filhos, parentes e amigos de mulheres também podem salvar dezenas de milhares de vidas, inclusive a mais importante para eles, incentivando-as a realizar exames preventivos e facilitando sua realização, assumindo as tarefas domésticas necessárias para que elas possam de fato fazer os exames.
Resumo e observações por Gláucio Ary Dillon Soares, paciente de câncer, para outros pacientes, familiares, amigos e interessados.
Esta entrada foi publicada em Setembro 7, 2007 às 10:59 am e é arquivado em Bons pacientes, agressividade do câncer, ajudando a ti ajudando ao próximo, ajudar a Deus ajudando o próximo, ansiedade e câncer, apoio da família, avanços no tratamento, câncer de mama, metástase. Você pode seguir qualquer respostas para esta entrada através de RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.