Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

Acabou a imortalidade das células cancerosas?

Publicado por soares7 em Janeiro 20, 2007

Uma equipe da University of Alberta em Edmonton, no Canada, pode ter (re)descoberto uma droga que vai combater vários cânceres. A droga, chamada dichloroacetate (DCA, tem sido usada para tratar raríssimos problemas metabólicos. Evangelos Michelakis e colegas descobriram que ela mata células de câncer de pulmão, mama e cérebro, mas não células normais. Ratos infectados com cânceres humanos beberam água com DCA durante semanas e os tumores foram drasticamente reduzidos. As células cancerosas fabricam sua energia no corpo da própria célula e não nas organelas chamadas mitochondria. Esse processo, que se chama glicólise parece ser ineficiente porque usa uma grande quantidade de açúcares. Se supunha que as células cancerosas faziam isso porque suas mitochondria estavam destruídas. O que Michelakis e associados demonstraram é que o DCA revive e ativa as mitochondria nas células cancerosas. Então elas enfraqueceram e morreram. O trabalho foi publicado em Cancer Cell, DOI: 10.1016/j.ccr.2006.10.020. Um resumo da notícia pode ser lido no New Scientist.

As células cancerosas desativam as mitochondria, que são as que regulam a apoptose, a morte programada de todas as células. Com isso, se tornam “imortais”, dedicadas a crescer e crescer. As mitochondria regulam a auto-destruição das células, processo que impede nossa imortalidade e a dos cânceres também. Quando elas são reativadas nas células cancerosas, elas começam a comandá-las à auto-destruição.
Parece cieência-ficção? Por enquanto, é; em pouco tempo poderá ser uma realidade que estará salvando vidas.

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