Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

EXPLOSÃO DOS HOMICÍDIOS NA VENEZUELA

Publicado por soares7 em fevereiro 8, 2012

O Observatório Venezuelano da Violência informa que o  número de homicídios no país atingiu novo recorde. Na média, 53 pessoas são mortas por dia. No total, quase vinte mil mortos no ano, computando, claro, apenas os que chegaram ao conhecimento das autoridades. A taxa venezuelana, de 67 por 100 mil habitantes, é a mais alta da América Latina. É mais do dobro da taxa colombiana, país marcado pelas guerras da narcoguerrilha, e mais de quatro vezes a mexicana, país também marcada pela violência do narcotráfico. O que deixa os pesquisadores desorientados é que a Venezuela não é um país que produza a pasta, que a refina, nem é um dos grandes exportadores.

O governo da Venezuela não reconhece toda a extensão da violência: em Fevereiro do ano passado, o Ministro do Interior, Tarek El Aissami informou o congresso que a taxa era de 48 por cem mil. Já seria alta, mas é bem mais do que ele informou.

Por mais simpático que um observador possa ser em relação às reformas sociais de Chávez, a associação estatística com o seu governo é sugestiva. Em 1999, quando Chávez chegou ao poder, houve 4.550 homicídios no país.  Hoje são mais de quatro vezes esse total.

As explicações passam por quatro tipos de dados com diferentes graus de confiabilidade: em primeiro lugar,  é alto o número de armas de fogo; em segundo, a impunidade é alta porque uma percentagem ínfima dos crimes chega à condenação; em terceiro lugar, a polícia não evoluiu tecnicamente e os militares, que não foram treinados para combater o crime, são atores relevantes no débil e incompetente combate ao crime; finalmente, o personalismo chavista significa ausência de padrões eficientes de governo. É um claro contraste com o que aconteceu na Colômbia e com o que vem acontecendo no Estado de São Paulo (e em muitos municípios paulistas) e, em grau menor e mais recentemente, no Estado do Rio de Janeiro.

 

GLÁUCIO SOARES             IESP/UERJ

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Qual sua experiência com o tratamento (anti) hormonal?

Publicado por soares7 em fevereiro 7, 2012

 

Vou mudar de tratamento e a sua experiência pode ser útil. Com um PSA avançando rapidamente, dobrando cada seis meses, e já tendo alcançado 22ng/ml, meu médico, no Sloan Kettering, sugeriu que a maioria dos urólogos já iniciaria o tratamento anti-hormonal (erroneamente chamado de hormonal). Até seis meses atrás o câncer não aparecia nos lugares comuns, seja no scan dos ossos, seja na tomografia computerizada. Decidí iniciar essa terapia, como todos os possíveis efeitos coletarais porque a expansão do câncer é acelerada e eu já retirei a próstata há muito tempo. A terapia consiste em tomar Casodex (pílulas) durante duas semanas; uma injeção de Lupron; mais uma série de duas semanas de Casodex. Tenho muita preocupação com os efeitos colaterais.

Você pode me ajudar, caso já tenha passado por essa fase ou esteja passando por ela, me dando dicas e informações. Dê todas as dicas que quiser e puder, e preencha a curta tabela abaixo, enviando tudo de volta para mim em

soares.glaucio@gmail.com

Pode colar no e-mail

Há quanto tempo iniciou o Lupron (aproximadamente) …..anos e …..meses

Continua tomando? Se não, há quanto tempo parou? Não parou…..  Parou há …..anos e …..meses

O sue tratamento era fixo ou variava com o PSA e/ou outros indicadores e sintomas?

Fixo: de ……..meses em ………….meses; ou variava quando o PSA atingia……. (mudou o valor do PSA para tomar nova injeção ou foi sempre o mesmo?) Mudou, de………..para…….   Foi sempre o mesmo (qual o valor do PSA? ……………..)

De quanto em quanto tempo tomava as injeções?…………………………….

Para cada efeito colateral, diga como se sentiu no pior momento

Efeito

Não senti nada

Algum(a)

Bastante

Muito(a)

Fadiga

 

 

 

 

Dor de cabeça

 

 

 

 

Náuseas

 

 

 

 

Dores (onde)

 

 

 

 

Aumento do açucar no sangue

 

 

 

 

Desânimo

 

 

 

 

Depressão

 

 

 

 

Fraqueza

 

 

 

 

Dor nos ossos

 

 

 

 

Fibrilação cardíaca

 

 

 

 

Outros problemas cardíaco

 

 

 

 

Problemas respiratórios

 

 

 

 

Enfraquecimento

 

 

 

 

Insônia

 

 

 

 

Outros (acrescente)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quanto tempo até que o tratamento não surtisse mais efeito? …………..

E seu PSA no início do tratamento?………………….ng/ml

E o mais baixo a que chegou?…………………….ng/ml

E, se parou, quanto era o PSA quando parou?…………………ng/ml

Há quanto tempo parou?………………………

Por onde anda o seu PSA na medida mais recente (data:          ……….ng/ml)

Sente algum dos sintomas acima ou outros? Quais e com que gravidade (use a mesma escala – nada, algum, bastante, muito?)

Você fez essa terapia de modo contínuo  ou intermitente?…………………

Você faria esse tratamento de tivesse que começar de novo? Faça um círculo

1.    Faria muito antes 

2.    Faria um pouco antes  

3.    Faria no mesmo tempo 

4.    Faria um pouco depois         

5.    Faria muito depois   

 

Quanto tempo você acha que você tem de vida?……………………..

A sua religiosidade mudou?

·       Não tinha e não tenho

·       Diminuiu muito
Diminuiu um pouco

·       Ficou igual

·       Aumentou um pouco

·       Aumentou muito

 

Que conselhos e sugestões você daria a quem estivesse pensando em começar a terapia (anti)hormonal (com Lupron etc)? Escreva livremente. Aqui ajudamos uns aos outros e sua impressão pura e simples, informada e educada ou não, é importante. Obrigado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gláucio Soares

 

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A vitamina D e seus benefícios – uma fonte de informação

Publicado por soares7 em fevereiro 6, 2012

Fala-se muito da vitamina D, particularmente da D3. Pode ser encontrada na comida (como o salmão); pode ser feita pelo próprio corpo com o auxílio de uma permanência no sol de 15 a 30 minutos, várias vezes por semana (nas horas mais saudáveis, mantendo um olho nos cânceres da próstata) e em suplementos, em pílulas. A WebMD preparou uma exposição simples, fácil de entender, sobre o que se sabe sobre a vitamina D. O problema é que está em Inglês. Talvez o seu dê para o gasto, talvez precise de alguém para dar uma ajuda.

veja em 

 

http://www.webmd.com/food-recipes/ss/slideshow-vitamin-d-overview?ecd=wnl_hbn_020612

GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

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A vitamina D e seus benefícios – uma fonte de informação

Publicado por soares7 em fevereiro 6, 2012

Fala-se muito da vitamina D, particularmente da D3. Pode ser encontrada na comida (como o salmão); pode ser feita pelo próprio corpo com o auxílio de uma permanência no sol de 15 a 30 minutos, várias vezes por semana (nas horas mais saudáveis, mantendo um olho nos cânceres da próstata) e em suplementos, em pílulas. A WebMD preparou uma exposição simples, fácil de entender, sobre o que se sabe sobre a vitamina D. O problema é que está em Inglês. Talvez o seu dê para o gasto, talvez precise de alguém para dar uma ajuda.

veja em 

 

http://www.webmd.com/food-recipes/ss/slideshow-vitamin-d-overview?ecd=wnl_hbn_020612

GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

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O alcoolismo materno e suas consequências a longo prazo

Publicado por soares7 em fevereiro 6, 2012

Quando pensamos em álcool e crime, pensamos numa relação simples e direta, em que tanto o que comete o crime, quanto a vítima, poderiam estar alcoolizados no momento do crime. Porém, o avanço do conhecimento, através de pesquisas empíricas, revela uma realidade mais complexa. Há outras vítimas. Os fetos e bebês de mães alcoólatras são vítimas do alcoolismo. É um processo que, agora, conhecemos, mas essa relação não é considerada criminosa. Irresponsável, sim, mas criminosa, não. Isso pode mudar, como mudou o dirigir alcoolizado que pode resultar num homicídio culposo.

Há uma doença chamada FAS (Fetal Alcohol Syndrome), a Síndrome Alcoólico-Fetal. Essa é uma das causas principais do retardo mental em crianças. Essas crianças são as vítimas de primeiro nível do alcoolismo materno.[1] Mas ficar pior. Anos mais tarde, muitas dessas crianças, como adolescentes e adultos, cometerão crimes. Uma pesquisa mostra que, nos Estados Unidos, uma percentagem alta dos presos sofre de FAS ou de uma forma menos grave dessa doença, chamada de FAE (Fetal Alcoholic Effects).[2] As duas prejudicam seriamente o feto, o bebê, que se torna adolescente e adulto. É para sempre.

Nos crimes cometidos por aqueles que também são vítimas do alcoolismo materno, agregamos mais um nível de danos que tiveram origem nas bebidas alcoólicas.

Estamos começando a conhecer os caminhos através dos quais o dano se instala nos bebês e nas crianças. Chrysanthy Ikonomidou et al. informam que o cérebro de filhotes de camundongos com um só episódio de exposição a uma intoxicação alcoólica durante as primeiras duas semanas de vida (mais ou menos o equivalente do desenvolvimento cerebral de um feto humano durante o estágio final da gravidez) sofrem efeitos permanentes em dois neurotransmissores, chamados glutamata e GABA. Há mortes em massa de células cerebrais. Essa mesma equipe estudou o efeito de drogas (PCP, ketamina e óxido nítrico) sobre as células cerebrais, também causavam mortes em massa de células cerebrais, porém afetando outros receptores, chamados de NMDA.

Foi argumentado pelos defensores das drogas que as células que morrem iriam morrer de qualquer maneira e que as drogas simplesmente anteciparam um pouco a sua morte. Ikonomidou afirma que não morrem apenas células já “condenadas”, mas também células sadias que “se suicidam” aos milhões.[3] Esses resultados confirmam os de outra pesquisa, com Chrysanthy Ikonomidou et al., que fala do bloqueio dos receptores NMDA como um indutor da apoptose massiva de células cerebrais.[4]

GLÁUCIO SOARES                   IESP/UERJ


[1] Ver, também, Crime Times, Vol. 6, No. 2, 2000, pág. 7

[3] “Ethanol-induced apoptotic neuro­degeneration and fetal alcohol syndrome,” Chrysanthy Ikonomidou, Petra Bittigau, Masahiko J. Ishimaru, David F. Wozniak, Christian Koch, Kerstin Genz, Madelon T. Price, Vanya Stefovska, Friederike Hörster, Tanya Tenkova, K Krikor Dikranian, e John W. Olney, “Ethanol-induced apoptotic neuro­degeneration and fetal alcohol syndrome,”em Science, Vol. 287, February 11, 2000, págs. 1056-1060.

[4] Ver “Blockage of NMDA receptors and apoptotic neurodegeneration in the developing brain,” Chrysanthy Ikonomidou et al., Science, Vol. 283,No. 53 398, January 1, 1999, pp. 70-74.

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EXPLOSÃO DE VIOLÊNCIA EM SALVADOR

Publicado por soares7 em fevereiro 5, 2012

 

A Bahia é candidata ao indesejável título de estado mais violento do Brasil e a região metropolitana de Salvador também está se transformando numa das mais violentas do Brasil. Não é uma questão do partido que governa: a maioria dos estados do Nordeste tem governos que, independentemente do partido (ex.: PT na Bahia; PSDB em Alagoas; PSB na Paraíba etc.), não estão preparados para enfrentar os novos problemas. Predominam governos tradicionais e políticos, correligionários, amigos e parentes lotam as secretarías de segurança e as delegacias.

A polícia, comparativamente com as mais treinadas do país, é pouco ágil, pouco técnica e muito violenta. Não obstante, ruim com ela, pior sem ela.

Há uma greve da PM iniciada em 31 passado. Nesse curtíssimo prazo, de cinco dias, houve 78 homicídios na RM de Salvador. Nesse rítmo, chegariam ao triste recorde de 5.694 homicídios em 365 dias.

É interessante notar que os homicídios foram muito mais altos na sexta do que na quinta e na quarta. Acontece com ou sem polícia: relativamente ao total dos dias da semana, os dias do fim da semana são violentos e, em cada dia, o horário da morte começa às 18hs. Durante o dia, a vasta maioria da população está protegida das balas, do álcool e das drogas nos seus escritórios e residências. Fora desse período, as condições são propícias à violência.

As implicações políticas seriam graves, sem ajuda de ninguém, mas o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), decidiu jogar lenha na fogueira, afirmando que os policiais militares em greve cometeram o excedente de crimes que estão acontecendo em Salvador, aduzindo que os policiais em greve promove um “banho de sangue” para amedrontar a população, para que pressione para atender às reivindicações salariais da categoria.

É irônico ver um governador do PT em claro conflito com os representantes de uma categoria profissional. Porém, nos últimos dez anos, as diferenças ideológicas entre os partidos que, na prática de governar, já não eram grandes, ficaram mínimas. Os partidos contam ainda menos…

Repetindo, há outra lição, mais importante: ruim com a polícia, pior sem ela.

 

GLÁUCIO SOARES                 IESP/UERJ

 

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Câncer em famílias e a necessidade de terapias genéticas

Publicado por soares7 em fevereiro 2, 2012

As terapias genéticas estão chegando… Pesquisadores da Johns Hopkins University e da University of Michigan pesquisaram 94 famílias com vários casos de câncer da próstata em cada uma delas e descobriram que tinham um gene em comum. Estimaram que a presença desse gene aumenta o risco de ter esse câncer de dez a vinte vezes. Encontraram a mesma mutação no gene HOXB13 em quatro das famílias e nos dezoito homens dessas famílias que tinham esse câncer. Essa mutação está presente em vários dos casos de homens que desenvolveram o câncer ainda jovens, antes dos cinqüenta anos.

Fonte: Health Day

 

GLÁUCIO SOARES                        IESP/UERJ

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A falta de vitamina D estimula a depressão…e/ou vice-versa?

Publicado por soares7 em fevereiro 1, 2012

Há uma clara associação entre a vitamin D e depressão. É uma associação negativa, no sentido de que os deprimidos têm menos vitamina D. Porém, a direção causal não é clara. Recentemente, a vitamina D tem sido muito estudada e parece ter uma ampla fama de benefícios: protege (ou talvez proteja…) contra osteoporose, doenças cardio-vasculares, vários tipos de câncer, demência, mal de Parkinson e mais. No caso da depressão, os pesquisadores descobriram que há muitos receptores de vitamina D em áreas do cérebro. Dano causado a essas áreas provoca depressão, particularmente nos idosos. Há, portanto, evidência fisiológica da associação.

A maneira mais simples e eficiente de aumentar a vitamina D necessária para a vida não é engolir uma pílula, é dar um passeio no sol de meia hora (convém evitar as horas de maior calor e sol a pino).

Entretanto, a direção da relação não é clara: os doentes, particularmente os deprimidos, saem menos, recebem menos sol, se exercitam menos, comem mal, se isolam e mais. Se caracterizam por ações e inações que reduzem a quantidade de vitamina D que é absorvida diariamente. Essas considerações sugerem que a depressão gera comportamentos que levam a menor absorção diária de vitamina D.

É possível (meu chute) que a causalidade seja  mútua e circular. Esse é o meu chute. Enquanto isso, vou dando minha caminhada no sol tantas vezes por semana quanto possível. Depois de cada uma delas, me sinto muito bem, obrigado.

 

GLÁUCIO SOARES          IESP-UERJ

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O teste PCA3 – a pedidos

Publicado por soares7 em janeiro 31, 2012

Para saber mais sobre o PCA3 teste, leia (em Inglês) 

http://www.prostate-cancer.org/pcricms/node/122

 

Muitos hospitais e laboratórios oferecem o teste.

Um laboratório perto de onde eu trabalhava (longe de ser o único ou de ser considerado o melhor, mas perto dos parques de recreação, tipo Disney):

BioVantra, LLC

4600 S.W. 46th Court, Suite 160

Ocala, Florida 34474

Toll Free: (352) 861-2296

Toll Free: (866) 301-0960

Fax: (352) 671-2737

Eu me trato no Memorial Sloan Kettering Cancer Center em Nova Iorque

 

um abraço e boa sorte

 

Gláucio Soares

 


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Que países pesquisam mais e melhor os derrames e AVCs?

Publicado por soares7 em janeiro 30, 2012

Quem produz os melhores trabalhos sobre os derrames e outros problemas cardio-vasculares? É o que pretendiam descobrir três pesquisadores suécos, Asplund, Eriksson e Persson. Estudaram todos os artigos epidemiológicos e clínicos identificados no Science Citation Index Expanded durante dez anos, de 2001 a 2011. Incluíram tudo. Os Estados Unidos tinham 29% do total, e seus artigos são mais influentes porque são responsáveis por 36% das citações. Um grupo de quatro países (Estados Unidos, Japão, o Reino Unido e a Alemanha) dominam a área, sendo responsáveis por 52% dos artigos e 61% das citações. Claro, em boa parte esses dados refletem o tamanho e o nível desenvolvimento econômico. Quando a produção científica sobre esse tema é analisada descontando o tamanho da população e o produto interno bruto (o PIB), alguns países europeus menores, Israel e Taiwan são os que mais se destacam.

Poderíamos pensar que a incidência e a prevalência de derrames e outros AVCs estariam diretamente relacionadas com a produção sobre essas doenças. Em verdade, a relação é negativa (r=0,60) com um indicador do número de anos perdidos por morte ou incapacidade!

Essa relação está mudando! O crescimento da produção científica nesse campo na China, na Coréia do Sul e em Cingapura é o dobro da mundial, com um óbice: esses países não colaboram nas pesquisas e na produção científica, o contrário do que se observa entre países europeus e entre eles e os Estados Unidos.

E o Brasil? A produção brasileira está crescendo, mas o país sofre as consequências de ter universidades arcaicas, dominadas pelo corporativismo.

Fonte: “Country Comparisons of Human Stroke Research Since 2001: A Bibliometric Study” em Stroke.

GLÁUCIO SOARES              IESP/UERJ

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Conversa no laboratório

Publicado por soares7 em janeiro 30, 2012

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A luta continua: Dia Mundial do Câncer

Publicado por soares7 em janeiro 29, 2012

Recebi da minha médica, clínica geral, um lembrete de que sexta dia 3 será o Dia Mundial do Câncer. ) câncer mata muito, mas muito, mais do que as guerras. Poucos não conhecem alguém que sofre ou sofreu com essa doença. Vamos aumentar a pressão política para que façamos muitas pesquisas a mais e desenvolvamos tratamentos, com o objetivo de chegar à cura. É um objetivo da humanidade. A prevenção eficiente e a cura pode salvar nossos filhos, netos, bisnetos e os que vierem depois deles. Além da ação política, solicito, com minha médica, uma ação espiritual. Uma não exclui a ou tra:


Xesca
   
http://www.glitter-graphics.com/


El Viernes es el día mundial del Cáncer


Te agradecería que lo reenviaras

Ah¡ la única petición es que mantengas esto circulando, aunque solo sea a una persona más .
Por la memoria de alguien que conozcas que ha sido vencido por el cáncer o que aún vive con él .
Una vela no pierde nada cuando enciende otra vela .
Por favor mantén esta vela encendida

 GLÁUCIO SOARES

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Exercícios reduzem a depressão causada por doenças crônicas

Publicado por soares7 em janeiro 24, 2012

Os cânceres têm um efeito deletério sobre a saúde mental dos pacientes e de seus amigos. Uma doença que pode ser fatal gera estresse, medos, tensões e instabilidade. Há, também, o desânimo que freqüentemente acompanha doenças que demoram a serem curadas, além do que algumas das doenças degenerativas são incuráveis. Tudo isso estimula depressões. Como se não bastasse, o tratamento de muitas doenças provoca depressões, seja diretamente, seja indiretamente, através de efeitos colaterais como insônia e as náuseas. Há medicamentos e há terapias.
Há algo mais que possamos fazer?
Há. Podemos fazer exercícios. Mas não é tão fácil como parece. Exercícios liberam substâncias que produzem uma sensação de bem-estar e de energia, mas nós precisamos de energia psíquica para iniciar os exercícios.
Nesse blog, o que podemos fazer é atuar na parte cognitiva proporcionando o conhecimento, mas mais leitores lerão e entenderão os benefícios dos exercícios do que farão…
Herring, Puetz, O’Connor e Dishman analisaram as pesquisas feitas na área, integrando seus dados. Excluíram as pesquisas com erros e lacunas graves. Comecaram com os artigos publicados antes de 1º de junho de 2011, que constam de uma série de databases. Sobraram 90 artigos referentes a mais de dez mil e quinhentos pacientes com doenças crônicas que eram sedentários. As pesquisas, para serem incluídas, tinham que satisfazer duas exigências:
1)    Os pacientes eram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um com um programa de exercícios e outro que permanecia intocado.
2)    O nível de depressão de todos era estimado pelo menos duas vezes, uma antes do programa e outra durante ou depois do programa.   
Quais os resultados?
Os exercícios reduziram os sintomas de depressão de maneira significativa, mas o quantum da redução variava muito, de pesquisa para pesquisa. O efeito, estatisticamente chamado de delta ( ), foi de 0,30.
O que aumentava e o que diminuía o efeito?
•    Quando, já na origem, a depressão era severa, havia mais espaço para melhorar. Os pacientes com sintomas mais profundos foram os que mais se beneficiaram;
•    Os pacientes que exercitaram seriamente, atingindo os objetivos traçados para eles;
•    Os pacientes que recuperaram funções (exemplos: andar sem ajuda, ir ao banheiro sozinhos; tomar banho sozinhos etc.) graças aos exercícios, se beneficiaram mais e os sintomas da depressão diminuíram  mais do que entre os outros. Esses pacientes possivelmente tiveram a sensação de recuperar terreno perdido, de vitória parcial sobre suas doenças e limitações.
É importante lembrar que exercícios podem prejudicar os pacientes. Exercitar mais do que deve pode causar danos irreparáveis. Portanto, seu programa deve ser preparado e planejado por alguém competente (e há muitos incompetentes chutando nessa área). Uma vez que um programa adequado tenha sido preparado, em condições existenciais sub-ótimas, cabe ao paciente levar o programa em sério, para seu próprio benefício.

GLÁUCIO SOARES                          IESP/UERJ  
Fonte: Arch Intern Med. 2012;172(2):101-111.

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Pesquisas clínicas sobre o câncer. Como receber as informações em casa.

Publicado por soares7 em janeiro 22, 2012

Participar de pesquisas clínicas é um dos recursos usados por pacientes  com cânceres avançados. Mas, onde encontrá-los? Como saber quais estão em curso e quais são planejados?
Há um blog com essas informações. Você pode se cadastrar (muito mais simples do que no Brasil) e receber as notícias como RSS ou no Facebook. Infelizmente, está tudo em Inglês, mas após o cadastramento você recebe as noticias no conforto do seu computador, em casa ou no trabalho.
Abaixo a URL e as instruções:

http://www.cancer-clinical-trials.com/2012/01/cancer-clinical-trials-how-to-follow.html?spref=fb

Não vacile. Há clinical trials que salvaram muitas vidas e continuarão a fazê-lo. Uma delas pode ser a sua, de um amigo, de um familiar.

Cancer Clinical Trials: how to follow our blog
If you are a seasoned blog reader, you may wish to skip this post.  If you are new to the world of blogging, you may be just discovering how to follow the blog.  Here are your options:
1.    Email.  The simplest way.  Just register your email in the subscribe by email box.  You will get an email with each new post.  We will never use your email for any other purpose.
2.    Join the blog and become a follower.  New posts will appear in your Google Reader and Blogger Reading List.  You will not get an email.  This is a great option if you are a regular user of the Reader or Reading List, but you will get left out if you rely on email for reminders.
3.    Subscribe by RSS.  Many email programs have an RSS option.  New blog posts will appear in your RSS inbox.  This is similar to subscribing by email, but instead of mixing the blog posts with your regular email, it segregates them into a separate RSS inbox.  You can subscribe by RSS by clicking the subscribe in a reader icon or you can do it from your email program.  In your email program, look for the add RSS feeds tool and paste in the following URL:  http://feeds.feedburner.com/cancer-clinical-trials.
4.    Follow us on Facebook.  Go to our Facebook page at Cancer Clinical Trials on Facebook.  Once you are on our page, click the “Like” button.  Our posts will appear in your Facebook newsfeed.

We plan to post new articles once or twice a week, so whatever option you choose, we hope to  inform you but not overwhelm you.

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A OBESIDADE MATA!

Publicado por soares7 em janeiro 21, 2012

Uma pesquisa recente informa que homens que ganham peso durante sua vida adulta multiplicam o risco de serem diagnosticados com câncer da próstata. Pior: com formas agressivas desse câncer, e de morrer vitimado por ele. O crescimento da massa corporal aumenta o risco de desenvolver esse câncer. Dallas English, co-autor da pesquisa deu uma entrevista para o  Sydney Morning Herald detalhando as conseqüências do ganho de peso. A pesquisa, com mais de 17 mil homens australianos, entre 40 e 69 anos, inclui muitas pessoas que cresceram sem ter consciência dos danos causados pela obesidade. A percentagem crescente de obesos entre crianças que cresceram nos países mais ricos (inclusive nas regiões e classes mais ricas do Brasil) permite prever que o futuro será ainda pior. Fazem parte de uma longa lista de pesquisas cujos resultados mostram que o estilo de vida (como se vive o dia a dia) é importantíssimo na definição de quem terá câncer.
Os resultados foram publicados no International Journal of Cancer.

GLAUCIO SOARES             IESP-UERJ

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Avanços na prevenção e tratamento do câncer nos Estados Unidos

Publicado por soares7 em janeiro 19, 2012

Houve progressos na prevenção e no tratamento do câncer! Nos Estados Unidos…
Os ganhos têm sido o resultado de pequenos ganhos, um avanço aqui, outro um pouco maior ali. Somando tudo, chegaram a um milhão de anos salvos, segundo o Dr. Ahmedin Jemal.
Qual foi o progresso? Segundo a American Cancer Society, entre 2004 e 2008, a taxa de mortes por câncer baixaram 1,8 por cento ao ano entre os homens e 1,6 entre as mulheres. É um progresso em que o de um ano se soma aos anteriores. Tomando um período maior, de 1990 a 2008, os ganhos na redução da mortalidade por câncer foram 23% e 15% entre homens e mulheres, respectivamente.
O que causou esse declínio? A prevenção, descobrir o câncer em estágios iniciais e melhoria no tratamento. Mas há muita variação entre os cânceres: uns melhoraram muito e outros nada ou quase nada.
Os que estavam em pior situação – homens negros e hispânicos – foram os que mais se beneficiaram com a redução (2,4% e 2,3%, respectivamente), o que sugere que os esforços orientados a levar a prevenção e o melhor tratamento aos grupos desfavorecidos deram certo.
A luta contra os grandes assassinos – pulmão, colon, mama e próstata continuou a progredir. Com a dramática redução no número de fumantes – entre os homens, o grande salto foi no câncer do pulmão: 40% da redução se deve a esse câncer. Já a sobrevida entre as mulheres que tiveram câncer da mama foi a que mais contribuiu para a redução das mortes femininas: 34%.  
A melhoria dos hábitos, particularmente a cessação do fumar, contribuiu para reduzir a incidência entre os homens. Já no que concerne os cânceres infantis, aumentou a incidência, talvez sub-produto do crescimento da obesidade infantil, mas a taxa de mortalidade diminuiu de 4,9 por cem mil crianças para 2,2. O tratamento e a sua difusão também melhoraram: entre as crianças cancerosas, 83% continuam vivas cinco anos depois do diagnóstico; nos meados da década de 70, essa percentagem era apenas 58%.
São avanços inegáveis, num país que cuida pouco da prevenção e muito do tratamento e da cura. O câncer continua sendo um grande inimigo da vida que, somente neste ano, matará seiscentas mil pessoas naquele país.
E nós?
Nem estatísticas confiáveis temos…

GLÁUCIO SOARES                           IESP-UERJ

Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, A crise dos bancos e câncer, a crise vai retardar a cura dos cânceres, a cura do câncer da próstata?, a cura do câncer de mama, a cura do HIV, A detecção precoce dos cânceres, a gordura esconde o câncer, a luta contra o câncer, a ordem dos tratamentos, alcoolismo e câncer, avanços nas vacinas anti-câncer, avanços no tratamento do câncer, cancer de colon | Deixar um comentário »

Viver a vida, sempre de sobreaviso

Publicado por soares7 em janeiro 16, 2012

 

Conrad Fink foi um homem com uma carreira invejável no jornalismo. Foi professor na Universidade da Geórgia, foi correspondente e também um dos diretores da The Associated Press. Infelizmente, também foi um exemplo extremo da perversidade do câncer que nos aflige. Acaba de morrer, aos 80 anos, de câncer da próstata. Essa morte passaria desapercebida, se não fosse o fato de que o câncer voltou vinte anos após uma cirurgia que, por todos os critérios, foi exitosa.

É raro? É, raríssimo, que tenha passado vinte anos sem qualquer indicação, clínica ou sintomática, de que o câncer não fora curado. Confirma o que o meu próprio cirurgião, dr. Zev Wajsman, disse uns meses depois que me operou, quando o PSA se tornou indetectável: “o risco de que o câncer volte, diminuiu com o tempo, mas nunca chega a zero.”

Não é para ficar neurótico com essa informação. Pense probabilisticamente: a grande maioria dos pacientes morre de outra causa. E se os exemplos individuais servem para alguma coisa, o meu PSA voltou a ser detectável há onze anos, o “meu”câncer não pode mais ser curado com o que a medicina sabe hoje, e eu estou aqui escrevendo para vocês.

GLÁUCIO SOARES                IESP/UERJ

 

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Mais uma violência contra os cegos

Publicado por soares7 em janeiro 14, 2012

O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854 e inaugurado formalmente poucos dias depois. Não é um depósito de cegos, nem “o lugar dos cegos”, mas uma instituição que, ao longo de mais de um século e meio, se dedicou à pesquisa sobre os cegos e à educação dos cegos. Eu, que tenho o privilégio de ver, sempre o via como um símbolo.
Aprendi com os cegos em plena campanha do Paz no Trânsito. Nossa campanha, um êxito que reduziu as mortes no trânsito à metade em quatro anos, ignorou as necessidades especiais dos cegos até que os próprios cegos tomaram a iniciativa de procurar-nos. Aprendemos com eles e, baseados nas informações fornecidas por eles, criamos os primeiros sinais de trânsito sonoros, ao longo das rotas mais seguidas pelos nossos irmãos cegos.
Pesquisando, aprendemos mais. Desconstruímos o conceito de que os cegos eram vítimas de um acaso malvado. Não eram. No Distrito Federal, dois terços dos três mil cegos cadastrados eram vítimas de homens e instituições malvadas e violentas. Muitos eram cegos graças a tiros e acidentes de trânsito. A cegueira é parte integral da violência.
Agora, acometidos de outro tipo de cegueira, membros do governo querem fechar o símbolo da integração dos cegos ao país. Entendam que é possível criar outra instituição mais moderna e funcional em outro lugar, mas serão paredes mudas, sem voz nem história.
Uma cultura cívica violenta causa a maior parte das cegueiras no nosso país e uma cultura política cega quer tirar dessas vítimas o seu  símbolo de cidadania, a sua história.

Gláucio Soares                    IESP/UERJ

Enviado em a depressão é aprendida?, a importância da visualização do câncer, a importância dos hospitais, ajudar o próximo, alcoolismo e acidentes, crime e cegueira, cultura cívica, desesperança, violência e doenças mentais, violência física e sexual, violência não letal | Etiquetado: , , , , , | Deixar um comentário »

Vexame na Segurança Pública da Paraíba

Publicado por soares7 em janeiro 13, 2012

O Secretário de Segurança Pública da Paraíba prestou declarações públicas acusando o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de mentir, como parte de uma campanha “para tentar desacreditar o Nordeste ao colocar os estados da região como mais violentos que outras regiões do país.” É interessante como a carta política e ideológica é usada como resposta padrão a qualquer trabalho científico que possa ser interpretado como crítica a um local, cidade, raça, município, gênero, estado, região etc. O secretário tirou do bolso a acusação inteiramente gratuita de que o Fórum pretende desacreditar o Nordeste.
Em verdade, só podemos perguntar como é que o senhor Claudio Lima chegou ao posto de Secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba? Aí, sim, surge uma resposta nada abonadora para o governador do Estado, para seu partido, para o estado e a região. O autor dessa infeliz declaração aduziu uma segunda, igualmente triste, que pretende publicar nos próximos meses um balancete com os dados oficiais da própria Segurança da Paraíba. Ou seja, revelou que os dados não estão prontos, que não são de fluxo e atualização contínua, que não tem a informação. Que vergonha, Sr. Governador!
Como bem afirma o pesquisador José Maria Nóbrega Jr., o imbróglio reflete o estado de desinformação do órgão perante o problema da violência. Justificadamente, recomenda: “Sr. Secretário, vá estudar!!
Pobre Paraíba…

GLÁUCIO SOARES                      IESP/UERJ

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Vexame na Segurança Pública da Paraíba

Publicado por soares7 em janeiro 13, 2012

O Secretário de Segurança Pública da Paraíba presto declarações públicas acusando Fórum Brasileiro de Segurança Pública de mentir, como parte de uma campanha “para tentar desacreditar o Nordeste ao colocar os estados da região como mais violento que outras regiões do país.” É interessante como a carta política e ideológica é usada como resposta padrão a qualquer trabalho científico que possa ser interpretado como crítica a um local, cidade, raça, município, gênero, estado, região etc. O secretário tirou do bolso a acusação inteiramente gratuita de que o Fórum pretende desacreditar o Nordeste.
Em verdade, só podemos perguntar como é que o senhor Claudio Lima chegou ao posto de Secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba? Aí, sim, surge uma resposta nada abonadora para o governador do Estado, para seu partido, para o estado e a região. O autor dessa infeliz declaração aduziu uma segunda, igualmente triste, que pretende publicar nos próximos meses um balancete com os dados oficiais da própria Segurança da Paraíba. Ou seja, revelou que os dados não estão prontos, que não são de fluxo e atualização contínua, que não tem a informação. Que vergonha, Sr. Governador!
Como bem afirma o pesquisador José Maria Nóbrega Jr., o imbróglio reflete o estado de desinformação do órgão perante o problema da violência. Justificadamente, recomenda: “Sr. Secretário, vá estudar!!
Pobre Paraíba…

GLÁUCIO SOARES                      IESP/UERJ

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