Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

Exercícios reduzem a depressão causada por doenças crônicas

Publicado por soares7 em janeiro 24, 2012

Os cânceres têm um efeito deletério sobre a saúde mental dos pacientes e de seus amigos. Uma doença que pode ser fatal gera estresse, medos, tensões e instabilidade. Há, também, o desânimo que freqüentemente acompanha doenças que demoram a serem curadas, além do que algumas das doenças degenerativas são incuráveis. Tudo isso estimula depressões. Como se não bastasse, o tratamento de muitas doenças provoca depressões, seja diretamente, seja indiretamente, através de efeitos colaterais como insônia e as náuseas. Há medicamentos e há terapias.
Há algo mais que possamos fazer?
Há. Podemos fazer exercícios. Mas não é tão fácil como parece. Exercícios liberam substâncias que produzem uma sensação de bem-estar e de energia, mas nós precisamos de energia psíquica para iniciar os exercícios.
Nesse blog, o que podemos fazer é atuar na parte cognitiva proporcionando o conhecimento, mas mais leitores lerão e entenderão os benefícios dos exercícios do que farão…
Herring, Puetz, O’Connor e Dishman analisaram as pesquisas feitas na área, integrando seus dados. Excluíram as pesquisas com erros e lacunas graves. Comecaram com os artigos publicados antes de 1º de junho de 2011, que constam de uma série de databases. Sobraram 90 artigos referentes a mais de dez mil e quinhentos pacientes com doenças crônicas que eram sedentários. As pesquisas, para serem incluídas, tinham que satisfazer duas exigências:
1)    Os pacientes eram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um com um programa de exercícios e outro que permanecia intocado.
2)    O nível de depressão de todos era estimado pelo menos duas vezes, uma antes do programa e outra durante ou depois do programa.   
Quais os resultados?
Os exercícios reduziram os sintomas de depressão de maneira significativa, mas o quantum da redução variava muito, de pesquisa para pesquisa. O efeito, estatisticamente chamado de delta ( ), foi de 0,30.
O que aumentava e o que diminuía o efeito?
•    Quando, já na origem, a depressão era severa, havia mais espaço para melhorar. Os pacientes com sintomas mais profundos foram os que mais se beneficiaram;
•    Os pacientes que exercitaram seriamente, atingindo os objetivos traçados para eles;
•    Os pacientes que recuperaram funções (exemplos: andar sem ajuda, ir ao banheiro sozinhos; tomar banho sozinhos etc.) graças aos exercícios, se beneficiaram mais e os sintomas da depressão diminuíram  mais do que entre os outros. Esses pacientes possivelmente tiveram a sensação de recuperar terreno perdido, de vitória parcial sobre suas doenças e limitações.
É importante lembrar que exercícios podem prejudicar os pacientes. Exercitar mais do que deve pode causar danos irreparáveis. Portanto, seu programa deve ser preparado e planejado por alguém competente (e há muitos incompetentes chutando nessa área). Uma vez que um programa adequado tenha sido preparado, em condições existenciais sub-ótimas, cabe ao paciente levar o programa em sério, para seu próprio benefício.

GLÁUCIO SOARES                          IESP/UERJ  
Fonte: Arch Intern Med. 2012;172(2):101-111.

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Pesquisas clínicas sobre o câncer. Como receber as informações em casa.

Publicado por soares7 em janeiro 22, 2012

Participar de pesquisas clínicas é um dos recursos usados por pacientes  com cânceres avançados. Mas, onde encontrá-los? Como saber quais estão em curso e quais são planejados?
Há um blog com essas informações. Você pode se cadastrar (muito mais simples do que no Brasil) e receber as notícias como RSS ou no Facebook. Infelizmente, está tudo em Inglês, mas após o cadastramento você recebe as noticias no conforto do seu computador, em casa ou no trabalho.
Abaixo a URL e as instruções:

http://www.cancer-clinical-trials.com/2012/01/cancer-clinical-trials-how-to-follow.html?spref=fb

Não vacile. Há clinical trials que salvaram muitas vidas e continuarão a fazê-lo. Uma delas pode ser a sua, de um amigo, de um familiar.

Cancer Clinical Trials: how to follow our blog
If you are a seasoned blog reader, you may wish to skip this post.  If you are new to the world of blogging, you may be just discovering how to follow the blog.  Here are your options:
1.    Email.  The simplest way.  Just register your email in the subscribe by email box.  You will get an email with each new post.  We will never use your email for any other purpose.
2.    Join the blog and become a follower.  New posts will appear in your Google Reader and Blogger Reading List.  You will not get an email.  This is a great option if you are a regular user of the Reader or Reading List, but you will get left out if you rely on email for reminders.
3.    Subscribe by RSS.  Many email programs have an RSS option.  New blog posts will appear in your RSS inbox.  This is similar to subscribing by email, but instead of mixing the blog posts with your regular email, it segregates them into a separate RSS inbox.  You can subscribe by RSS by clicking the subscribe in a reader icon or you can do it from your email program.  In your email program, look for the add RSS feeds tool and paste in the following URL:  http://feeds.feedburner.com/cancer-clinical-trials.
4.    Follow us on Facebook.  Go to our Facebook page at Cancer Clinical Trials on Facebook.  Once you are on our page, click the “Like” button.  Our posts will appear in your Facebook newsfeed.

We plan to post new articles once or twice a week, so whatever option you choose, we hope to  inform you but not overwhelm you.

Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, a atividade sexual e câncer, a crise vai retardar a cura dos cânceres, a cura do câncer da próstata?, a cura do câncer de mama, A detecção precoce dos cânceres, a gordura esconde o câncer, a importância dos hospitais, a luta contra o câncer, a morte por câncer de próstata, a Prostate Cancer Foundation, A radiação aumenta o risco de ter outros cânceres, A volta do cancer, a volta do PSA, aceitação de doença grave, agressividade do câncer, alcoolismo e câncer, angiogênese e câncer, anticorpo monoclonal e cäncer de prostata, anticorpos e câncer, ASA404 contra o câncer, câncer agressivo, câncer de bexiga, câncer de fígado, câncer de mama, câncer de ovário, câncer de pâncreas, câncer de pulmão, câncer do colon, câncer do esôfago, câncer do pâncreas, câncer dos ovários, competência dos médicos, cura do câncer, custos do câncer, custos do câncer nos Estados Unidos, Nova vacina contra o câncer, nutrição e câncer de próstata, testes clínicos | Deixar um comentário »

A OBESIDADE MATA!

Publicado por soares7 em janeiro 21, 2012

Uma pesquisa recente informa que homens que ganham peso durante sua vida adulta multiplicam o risco de serem diagnosticados com câncer da próstata. Pior: com formas agressivas desse câncer, e de morrer vitimado por ele. O crescimento da massa corporal aumenta o risco de desenvolver esse câncer. Dallas English, co-autor da pesquisa deu uma entrevista para o  Sydney Morning Herald detalhando as conseqüências do ganho de peso. A pesquisa, com mais de 17 mil homens australianos, entre 40 e 69 anos, inclui muitas pessoas que cresceram sem ter consciência dos danos causados pela obesidade. A percentagem crescente de obesos entre crianças que cresceram nos países mais ricos (inclusive nas regiões e classes mais ricas do Brasil) permite prever que o futuro será ainda pior. Fazem parte de uma longa lista de pesquisas cujos resultados mostram que o estilo de vida (como se vive o dia a dia) é importantíssimo na definição de quem terá câncer.
Os resultados foram publicados no International Journal of Cancer.

GLAUCIO SOARES             IESP-UERJ

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Avanços na prevenção e tratamento do câncer nos Estados Unidos

Publicado por soares7 em janeiro 19, 2012

Houve progressos na prevenção e no tratamento do câncer! Nos Estados Unidos…
Os ganhos têm sido o resultado de pequenos ganhos, um avanço aqui, outro um pouco maior ali. Somando tudo, chegaram a um milhão de anos salvos, segundo o Dr. Ahmedin Jemal.
Qual foi o progresso? Segundo a American Cancer Society, entre 2004 e 2008, a taxa de mortes por câncer baixaram 1,8 por cento ao ano entre os homens e 1,6 entre as mulheres. É um progresso em que o de um ano se soma aos anteriores. Tomando um período maior, de 1990 a 2008, os ganhos na redução da mortalidade por câncer foram 23% e 15% entre homens e mulheres, respectivamente.
O que causou esse declínio? A prevenção, descobrir o câncer em estágios iniciais e melhoria no tratamento. Mas há muita variação entre os cânceres: uns melhoraram muito e outros nada ou quase nada.
Os que estavam em pior situação – homens negros e hispânicos – foram os que mais se beneficiaram com a redução (2,4% e 2,3%, respectivamente), o que sugere que os esforços orientados a levar a prevenção e o melhor tratamento aos grupos desfavorecidos deram certo.
A luta contra os grandes assassinos – pulmão, colon, mama e próstata continuou a progredir. Com a dramática redução no número de fumantes – entre os homens, o grande salto foi no câncer do pulmão: 40% da redução se deve a esse câncer. Já a sobrevida entre as mulheres que tiveram câncer da mama foi a que mais contribuiu para a redução das mortes femininas: 34%.  
A melhoria dos hábitos, particularmente a cessação do fumar, contribuiu para reduzir a incidência entre os homens. Já no que concerne os cânceres infantis, aumentou a incidência, talvez sub-produto do crescimento da obesidade infantil, mas a taxa de mortalidade diminuiu de 4,9 por cem mil crianças para 2,2. O tratamento e a sua difusão também melhoraram: entre as crianças cancerosas, 83% continuam vivas cinco anos depois do diagnóstico; nos meados da década de 70, essa percentagem era apenas 58%.
São avanços inegáveis, num país que cuida pouco da prevenção e muito do tratamento e da cura. O câncer continua sendo um grande inimigo da vida que, somente neste ano, matará seiscentas mil pessoas naquele país.
E nós?
Nem estatísticas confiáveis temos…

GLÁUCIO SOARES                           IESP-UERJ

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Viver a vida, sempre de sobreaviso

Publicado por soares7 em janeiro 16, 2012

 

Conrad Fink foi um homem com uma carreira invejável no jornalismo. Foi professor na Universidade da Geórgia, foi correspondente e também um dos diretores da The Associated Press. Infelizmente, também foi um exemplo extremo da perversidade do câncer que nos aflige. Acaba de morrer, aos 80 anos, de câncer da próstata. Essa morte passaria desapercebida, se não fosse o fato de que o câncer voltou vinte anos após uma cirurgia que, por todos os critérios, foi exitosa.

É raro? É, raríssimo, que tenha passado vinte anos sem qualquer indicação, clínica ou sintomática, de que o câncer não fora curado. Confirma o que o meu próprio cirurgião, dr. Zev Wajsman, disse uns meses depois que me operou, quando o PSA se tornou indetectável: “o risco de que o câncer volte, diminuiu com o tempo, mas nunca chega a zero.”

Não é para ficar neurótico com essa informação. Pense probabilisticamente: a grande maioria dos pacientes morre de outra causa. E se os exemplos individuais servem para alguma coisa, o meu PSA voltou a ser detectável há onze anos, o “meu”câncer não pode mais ser curado com o que a medicina sabe hoje, e eu estou aqui escrevendo para vocês.

GLÁUCIO SOARES                IESP/UERJ

 

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Mais uma violência contra os cegos

Publicado por soares7 em janeiro 14, 2012

O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854 e inaugurado formalmente poucos dias depois. Não é um depósito de cegos, nem “o lugar dos cegos”, mas uma instituição que, ao longo de mais de um século e meio, se dedicou à pesquisa sobre os cegos e à educação dos cegos. Eu, que tenho o privilégio de ver, sempre o via como um símbolo.
Aprendi com os cegos em plena campanha do Paz no Trânsito. Nossa campanha, um êxito que reduziu as mortes no trânsito à metade em quatro anos, ignorou as necessidades especiais dos cegos até que os próprios cegos tomaram a iniciativa de procurar-nos. Aprendemos com eles e, baseados nas informações fornecidas por eles, criamos os primeiros sinais de trânsito sonoros, ao longo das rotas mais seguidas pelos nossos irmãos cegos.
Pesquisando, aprendemos mais. Desconstruímos o conceito de que os cegos eram vítimas de um acaso malvado. Não eram. No Distrito Federal, dois terços dos três mil cegos cadastrados eram vítimas de homens e instituições malvadas e violentas. Muitos eram cegos graças a tiros e acidentes de trânsito. A cegueira é parte integral da violência.
Agora, acometidos de outro tipo de cegueira, membros do governo querem fechar o símbolo da integração dos cegos ao país. Entendam que é possível criar outra instituição mais moderna e funcional em outro lugar, mas serão paredes mudas, sem voz nem história.
Uma cultura cívica violenta causa a maior parte das cegueiras no nosso país e uma cultura política cega quer tirar dessas vítimas o seu  símbolo de cidadania, a sua história.

Gláucio Soares                    IESP/UERJ    

Enviado em a depressão é aprendida?, a importância da visualização do câncer, a importância dos hospitais, ajudar o próximo, alcoolismo e acidentes, crime e cegueira, cultura cívica, desesperança, violência e doenças mentais, violência física e sexual, violência não letal | Deixar um comentário »

Vexame na Segurança Pública da Paraíba

Publicado por soares7 em janeiro 13, 2012

O Secretário de Segurança Pública da Paraíba prestou declarações públicas acusando o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de mentir, como parte de uma campanha “para tentar desacreditar o Nordeste ao colocar os estados da região como mais violentos que outras regiões do país.” É interessante como a carta política e ideológica é usada como resposta padrão a qualquer trabalho científico que possa ser interpretado como crítica a um local, cidade, raça, município, gênero, estado, região etc. O secretário tirou do bolso a acusação inteiramente gratuita de que o Fórum pretende desacreditar o Nordeste.
Em verdade, só podemos perguntar como é que o senhor Claudio Lima chegou ao posto de Secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba? Aí, sim, surge uma resposta nada abonadora para o governador do Estado, para seu partido, para o estado e a região. O autor dessa infeliz declaração aduziu uma segunda, igualmente triste, que pretende publicar nos próximos meses um balancete com os dados oficiais da própria Segurança da Paraíba. Ou seja, revelou que os dados não estão prontos, que não são de fluxo e atualização contínua, que não tem a informação. Que vergonha, Sr. Governador!
Como bem afirma o pesquisador José Maria Nóbrega Jr., o imbróglio reflete o estado de desinformação do órgão perante o problema da violência. Justificadamente, recomenda: “Sr. Secretário, vá estudar!!
Pobre Paraíba…

GLÁUCIO SOARES                      IESP/UERJ

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Vexame na Segurança Pública da Paraíba

Publicado por soares7 em janeiro 13, 2012

O Secretário de Segurança Pública da Paraíba presto declarações públicas acusando Fórum Brasileiro de Segurança Pública de mentir, como parte de uma campanha “para tentar desacreditar o Nordeste ao colocar os estados da região como mais violento que outras regiões do país.” É interessante como a carta política e ideológica é usada como resposta padrão a qualquer trabalho científico que possa ser interpretado como crítica a um local, cidade, raça, município, gênero, estado, região etc. O secretário tirou do bolso a acusação inteiramente gratuita de que o Fórum pretende desacreditar o Nordeste.
Em verdade, só podemos perguntar como é que o senhor Claudio Lima chegou ao posto de Secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba? Aí, sim, surge uma resposta nada abonadora para o governador do Estado, para seu partido, para o estado e a região. O autor dessa infeliz declaração aduziu uma segunda, igualmente triste, que pretende publicar nos próximos meses um balancete com os dados oficiais da própria Segurança da Paraíba. Ou seja, revelou que os dados não estão prontos, que não são de fluxo e atualização contínua, que não tem a informação. Que vergonha, Sr. Governador!
Como bem afirma o pesquisador José Maria Nóbrega Jr., o imbróglio reflete o estado de desinformação do órgão perante o problema da violência. Justificadamente, recomenda: “Sr. Secretário, vá estudar!!
Pobre Paraíba…

GLÁUCIO SOARES                      IESP/UERJ

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MDV3100: mais 4,8 meses de vida

Publicado por soares7 em janeiro 13, 2012

O teste clínico do MDV3100 está dando bons resultados. Bons, não excelentes. Um grupo de avaliadores chamado de the Independent Data Monitoring Committee (IDMC) recomendou que não precisavam continuar testando e que deveriam distribuir o medicamento aos pacientes do grupo controle.
O que o medicamento faz? Inibe os receptores de andrógenos e as células cancerosas não conseguem grudar no seu alimento. Mas logo essas criações demoníacas descobrem outros caminhos para se alimentar e o medicamento perde efeito.
Quanto tempo de vida os pacientes ganham? 4,8 meses, na mediana. Há quem não ganhe nada e há quem ganhe alguns anos… Mediana é isso: metade menos do que 4,8 meses, metade mais.
Uma fundação inteligente, a The Prostate Cancer Foundation deu meio milhão de dólares para financiar os primórdios da pesquisa. É isso que ela faz: gasta pouco nos estágios iniciais de pesquisas que prometem.

GLÁUCIO SOARES            IESP/UERJ

Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, alcoolismo e câncer, atividade física e câncer, MDV3100, terapia hormonal, terapia hormonal combinada | Deixar um comentário »

A troca: meses de vida de uns por anos e anos de vida de outros

Publicado por soares7 em janeiro 13, 2012

O Reino Unido decidiu que os benefícios do novo medicamento produzido pela Sanofi-Aventis, Jevtana® (cabazitaxel), para o câncer da próstata, é caro demais e não é justificado pelos benefícios. Essa é uma análise custo/benefício que tem marcado as políticas de saúde naquele país, em contraste com outros, que gastam irresponsavelmente para aumentar alguns meses de sobrevivência os recursos que poderiam salvar um número de vidas muito maior.

GLAUCIO SOARES     IESP/UERJ

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DEPRESSÃO NA VELHICE

Publicado por soares7 em janeiro 11, 2012

Entrada (11.819) – soares.glaucio@gmail.com – Gmail

Uma pesquisa, coordenada pela Universidade de Missouri, adiantou nosso conhecimento sobre a depressão. Foi feita numa população que enfrenta uma barra pesada: 14 mil pessoas, com 65 anos e mais, em lares para idosos. População ideal para pesquisar a depressão entre idosos sem contato imediato com a família. A pesquisa excluiu os que já tinham sido diagnosticados com depressão. A partir daí, contrastaram quem ficava deprimido e quem não ficava.

A grande descoberta foi como dois fatores aumentavam o risco de depressão: o risco era 69% mais elevado entre os que admitiram que haviam sido mais agressivos, verbalmente. Outro fator, já conhecido, inclui a redução do exercício autônomo de atividades quotidianas – o crescimento da dependência. Que atividades? Se alimentar, se vestir, se banhar etc. A transferência de cada uma dessas atividades para terceiros aumentava o risco de depressão. Possivelmente, era vista como perda de autonomia e aumento irreversível de característica pouco desejável da velhice, a dependência.

Recomendações? Cada um tire a sua. Eu tentarei controlar a agressividade e fazer tudo o que posso fazer sozinho, todas as atividades que eram parte do meu quotidiano.

 

GLÁUCIO SOARES                IESP/UERJ

DEPRESSÃO NA VELHICE

A ATIVIDADE SEXUAL E CÂNCER, A IMPORTÂNCIA DOS AVÔS E DAS AVÓS, A IMPORTÂNCIA DOS HOSPITAIS, A TRAGÉDIA DO SERVIÇO SOCIAL, ACEITAÇÃO DA MORTE, ACEITAÇÃO DE DOENÇA GRAVE, AGRESSIVIDADE E SUICÍDIO,

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Os blogs em 2011

Publicado por soares7 em janeiro 3, 2012

Há muitas diferenças entre os blogs.

Os mais exitosos foram sobre o câncer da próstasta: juntos. cerca de 700 000 acessos; há vários que não decolararam, dois que foram “invadidos” pelos anúncios pornográficos e tive que bloquear. Os dois sobre suicídios são quase constates. Juntos. perto de cem mil. Espero que tenham ajudado muita gente e salvo algumas vídas. É informativo, com ênfase na prevenção. Doi quando leio cartas solicitando instruções sobre como suicidar-se. Os dois blogs criados sobre os derrames, resposta ao sinal de alerta que me foi enviado pelo Padre Airton Freire, servo, tinham um público não trabalhado e cerca de 64 mil páginas visitadas; os dois blogs sobre Conjuntura Criminal começaram bem, mas decaíram, em grande parte porque diminuí o noticiário elaborado que, por sua vez, foi uma decisão baseada no crescimento de bons blogs na área. Estou repensando-os, possivelmente como blogs dirigidos mais para uma elite intelectual e profissional. Menos leitores, mas leitores influentes. Alguns não vingaram e já os terminei; outros andam em nível mais baixo. Tenho que optar. Os blogs não são opinativos, mas implicam em uma varredura das publicações qualificadas sobre um tema, escrever o blog com gráficos que tenho que criar e introduzir (que requerem muito trabalho) isso tudo numa linguagem accessível.

Em síntese, é muito trabalho. E as dificuldades são grandes. Algumas publicações são pagas e as da área médica são caras; vivo envenenando meu computador de alguns anos, mas é claro que preciso de um mini-servidor. Os mini-servidores não são a entidade cara e assustadora que muitos pensam. Ando namorando um suéco, planejado para rodar em Linux, chamado de Excito B3 que, com wi-fi vende por 365 euros. Outro problemas é como trazê-lo…

Em exatamente um mês terei minha consulta semestral no Sloan Kettering. Aos 77 tenho que viajar na classe executiva, onde viaja o pessoal que tem grana… Ou o tratamento continua como está com seus moderados efeitos colaterais, ou muda para outro, antihormonal, com efeitos bem piores, o que iniciaria tratamentos de menor eficácia (menor extensão da sobrevivência) e efeitos coletarais muito piores.

e sou pai de cinco, avô de cinco, marido de uma (é verdade), pesquiso, oriento, pesquiso, trabalho, pewsquiso, dou aulas, pesquiso, escrevo artigos científicos, pesquiso… e ainda não resolvi um só problema filosófico relevante. Mas o quase milhão e meio de leitores e o sonho de estar ajudando milhares ou centenas de milhares, nem que seja um pouco, faz com que tudo valha a pena.

Um abraço a todos e, parodiando o padre Aírton Freire, Feliz 2012, 2013, 2020, 2040, 2100… Se festejaram o Natal, meditem, ainda que retroativamente, sobre o aniversariante.

Os dados seguem abaixo. São totais cumulativos, a partir do momento em que comecei a blogá-los.

GLÁUCIO SOARES                              IESP/UERJ

 Apply Changes
Today Yesterday This Month Total
2 20 33 56,372 Delete
0 0 0 985 Delete
0 0 0 0 Delete
2 35 49 144,099 Delete
26 401 640 350,670 Delete
36 192 311 345,930 Delete
26 400 637 319,771 Delete
6 48 78 20,850 Delete
5 45 62 43,533 Delete
0 0 0 23 Delete
0 17 36 74,641 Delete
7 66 115 90,466 Delete
0 4 18 4,260 Delete
110 1,228 1,979 1,4

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Os números de 2011

Publicado por soares7 em janeiro 1, 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 91.000 vezes em 2011. Se fosse o Louvre, eram precisos 4 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, A detecção precoce dos cânceres, A membrana da célula cancerosa, a morte de célula cancerosa, A volta do cancer, a volta do PSA, ABIRATERONA exagêro e realidade, agressividade do câncer, câncer agressivo, câncer avançado, câncer da próstata, informação sobre câncer de próstata, informações sobre câncer de próstata, internet e câncer | Deixar um comentário »

Após cinco meses de alta, os homicídios entram em queda em São Paulo

Publicado por soares7 em dezembro 27, 2011

Escrito por MARIANA DESIDÉRIO E  RAPHAEL SASSAKI

O número de homicídios no Estado de São Paulo caiu em novembro deste ano, em comparação com novembro de 2010. No ano passado foram 376 casos, contra 354 neste ano –uma queda de 5,9%. A redução acontece após cinco meses de alta.

[GS: A significação dessa redução decorre da mudança de guarda na Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, ela própria resultado de um conflito interno do Governo Alckmin. As equipes anteriores apresentaram  resultados consistentes de queda desde 1999, mais acelerados desde 2001. Os cinco meses de alta colocaram em duvida a competência técnica da nova equipe]

Na comparação entre os períodos de janeiro a novembro, a queda no número de homicídios foi de 4% –foram 3.945 em 2010 e 3.789 em 2011. A redução dos homicídios é liderada pela capital paulista, que registrou 180 casos a menos de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Uma diminuição de 16,3%.

Os dados oficiais da violência do Estado foram divulgados nesta segunda-feira pela SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Já o número de latrocínios (roubos seguidos de morte) no Estado subiu 15,6% nos primeiros 11 meses de 2011, em comparação com o mesmo período do ano passado –de janeiro a novembro de 2010 foram 231 casos e, em 2011, 267. O número já é maior do que todo o acumulado de 2010, que teve um total de 253 latrocínios.

[GS: na maioria dos países com baixa taxa de homicídios, os latrocínios são uma sub-categoria dos homicídios e não uma categoria separada. Os números não justificam a separação nem a preocupação desproporcional da população com esse tipo de crime. Para cada latrocínio há mais de 14 homicídios]

A secretaria não divulgou os números de latrocínios de novembro de 2010 e por isso não é possível comparar os dados por mês.

O latrocínio não foi o único crime com alta em 2011. Furtos, roubos, furtos de veículos e roubos de veículos também subiram na comparação com 2010.

Roubo de veículos foi o crime que mais aumentou –subiu 19,5% na comparação de novembro de 2010 para novembro de 2011. Em 2010, novembro teve 5.973 casos. Em 2011 foram 7.139. No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, o aumento foi de 14,6% –passou de 63.138 para 72.383.

Os furtos de veículos tiveram leve aumento na comparação entre novembro de 2010 com novembro de 2011 –0,4%: com um aumento de 34 casos. No acumulado do ano, a alta foi de 4,4%, com 4.137 casos a mais.

[GS: esses são dois indicadores estatisticamente aceitos da criminalidade devido ao seguro obrigatório. São aceitos, mas são imperfeitos porque nas áreas mais pobres há muitos veículos não assegurados]

Os roubos em geral (exceto os de veículos) tiveram aumento de 1,2% em novembro e de 1,3% no acumulado do ano.

Já os furtos em geral (exceto os de veículos) tiveram aumento significativo. Na comparação de novembro de 2010 com novembro de 2011 o número de casos subiu 8%. No acumulado dos primeiros 11 meses de cada ano o aumento foi de 7,5%.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, a queda crescente no número de homicídios se deve às mudanças na legislação. “É um processo que teve diversos atores neste período, mas uma coisa fundamental é que a arma de fogo foi criminalizada, isso possibilitou que em um período de 11 anos quase 400 mil armas fossem tiradas de circulação. A arma é o vetor do crime”, disse.

[GS: os criminólogos que pesquisam concordam com essa declaração, sublinhando que permite apreender muitas armas ilegais e prender criminosos. Há pessoas na extrema direita, sem formação em Criminologia, que afirmam o contrario, na base do chute]

Já o comandante-geral da Polícia Militar, tenente-coronel Álvaro Camilo, disse que o principal fator foi a modernização da PM. “A policia começou a trabalhar com melhor gestão e mais investimento governamental. Na década de 90 faltavam coletes, pistolas e armamentos próprios, faltava combustível para as viaturas. Esse investimento resultou numa melhora do trabalho de inteligência da polícia”, disse Camilo.

 

[GS: Precisamos de informações mais detalhadas como essas a respeito de todas as unidades da federação e de todos os grandes conjuntos urbanos]

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Reviravolta na colisão com a caminhonete da prefeita de Matriz do Camaragibe

Publicado por soares7 em dezembro 20, 2011

Jhonathas maresia

Laudo aponta que prefeita é culpada por acidente que matou turista paulista

O laudo do instituto de Criminalística é, ou pelo menos deve ser, o resultado de extensa perícia. Para quem trabalha com crimes e mortes violentas, é muito mais sério do que o BO que deve ser preenchido pela primeira autoridade a chegar no local. O laudo atribui o erro à prefeita. O marido da prefeita, ele próprio prefeito de outro município (pobre Alagoas!) argumenta que o BO é prova suficiente…É importante que se entenda que não é uma divergência entre duas fontes de igual peso e credibilidade.

 

 

 

O acidente do último dia 11 de outubro, envolvendo a prefeita de Matriz do Camaragibe, Doda Cavalcante, que vitimou fatalmente a turista paulista Lilian Levy Leitão, ganhou mais um capítulo e pode ser concluído em breve. A prefeita é apontada como culpada no acidente e, consequentemente, poderá ser indiciada por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

O laudo final do Instituto de Criminalística (IC) apontou que a caminhonete Hilux NMI-1085 de propriedade de Doda Cavalcante atingiu o Pálio  MLY-1301 que tinha como passageiros Rodrigo Casovan e sua esposa Lilian Levuy Leitão, que veio a falecer, após se chocar com um Celta. O laudo da perícia técnica do IC diverge do Boletim de Ocorrência feito no local do acidente, pela Delegacia de Acidentes de Trânsito, que apontou a motorista do Celta AOT-3872, Queila Brito de Oliveira, como responsável pela colisão.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Tenório, confirmou a divergência e afirmou que o caso será decidido através de um depoimento. “O laudo do IC aponta uma coisa e o BO diz outra. A conclusão do caso depende do depoimento do esposo da vítima, que está em São Paulo, mas já foi comunicado. Após esse depoimento, iremos concluir”, disse.

O esposo da vítima, Rodrigo Casovan, está em São Paulo e seu depoimento ocorrerá por meio de carta precatória, mas até o momento a polícia de São Paulo ainda não deu um retorno sobre o assunto. O delegado confirmou que a resposta deste tipo de correspondência é demorada, mas que tem um prazo para concluir o caso.

“Em último caso eu terei de ir à São Paulo colher esse depoimento, mas acho que não será necessária essa viagem”, finalizou. Caso a prefeita seja indiciada, por homicídio culposo, quando não se tem a intenção de matar, pode ser condenada a quatro anos de prisão.

DEFESA - Após o acidente, o esposo de Doda Cavalcante e prefeito de São Luis do Quitunde, Cícero Cavalcante, entrou em contato com a reportagem do CadaMinuto e afirmou que a sua esposa não tinha culpa na colisão. “Minha esposa freou para não bater também e jogou a caminhonete contra um muro. O laudo da perícia disse que o Celta foi o responsável pelo acidente”, afirmou.

Segundo Cícero Cavalcante, a condutora do Celta estava com a carteira de habilitação vencida. “A carteira dela era provisória e estava vencida desde agosto. A motorista estava dirigindo de forma irregular. Tudo está no inquérito policial e não sei porque essa história de reviravolta. Minha esposa não teve nada a ver, se ela não fosse prefeita não existiriam comentários”, afirmou ele.

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Natal na penitenciária de Caruaru

Publicado por soares7 em dezembro 20, 2011

No dia  18 de dezembro aconteceu a comemoração natalina na Penitenciária de Caruaru.

   

A manhã iniciou com um encontro ecumênico  entre evangélicos, Católicos e Espíritas.. Foi o  momento  de agradecimento com muitos palavras e louvores.

Houve apresentação do grupo teatro pernas para circular (perna de Pau) apresentando Pastoril

 

Houve, Também,  teatro com direção de José Carlos da Silva e dança com direção de Marquinho Mercury, os atores e bailarino forma os reeducandos que uniram teatro, dança, música e capoeira no mesmo momento.

 

As crianças foram recepcionadas pelo Papai Noel e uma equipe para lá de animada entregando brindes e lanches.

 

 

No final foram sorteadas cestas básicas para as famílias.

 

natal na Penitenciária de Caruaru
Você está convidado a exibir o álbum de Cirlene. Esse álbum tem 22 arquivos.

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Sobreviventes de um câncer têm maior probabilidade de terem melanoma

Publicado por soares7 em dezembro 20, 2011

Sobreviventes de um câncer têm maior probabilidade de terem outro câncer

Antes de iniciar a radioterapia, os assistentes do radiólogo avisaram que o tratamento aumentaria o risco de eventualmente desenvolver outro câncer. Nos meus 17 anos de leituras sobre o câncer, encontrei diversos casos de pacientes que tiveram vários cânceres.

O que está acontecendo?

Primeiro, o que é estatisticamente esperado: o câncer reincide, seja porque não foi curado, seja porque há predisposições genéticas, seja porque o estilo de vida não muda como seria necessário e aumentando o risco de ter o mesmo câncer. Por exemplo: os que trabalham com alta exposição ao sol têm maior risco de melanoma e curar o melanoma num lugar não significa que outro não venha a se desenvolver noutra parte do corpo. Isso faz com que os sobreviventes de melanoma tenham um risco de voltar a ter um melanoma que é 12 vezes mais alto do que o da população como um todo (tomando os dados americanos como base).

Porém, a nova pesquisa que provocou este post se refere ao risco mais alto de pessoas que sobreviveram outro tipo de câncer terem melanoma.

A que se deve isso?

Certamente pode ser a composição genética d@ paciente, que @ predispõe a outro tipo de câncer.

Mas há, pelo menos, três outras possibilidades (além de outras não tocadas neste artigo):

O tratamento de um câncer aumenta o risco de desenvolver outro, como me advertiram os assistentes que me deram um briefing antes da radioterapia;

O estilo de vida que conduziu a um câncer pode levar a outro. Por exemplo: pessoas com estilo de vida que comprometem o sistema imune ou  aumentam a predisposição a vários cânceres, como usar drogas, fumar e ser alcoólatra;

As mudanças no estilo de vida induzidas por um câncer e reações psicológicas a esse câncer podem aumentar o risco de melanoma: aumento do estresse e das tensões, depressão, insônia, fadiga, isolamento e outras.

O resultado: mulheres que foram diagnosticadas com câncer da mama antes dos 45 têm um risco de melanoma que é 38% maior que o de outras mulheres.   

Sobreviventes de outros cânceres, como o da próstata e o linfoma, também têm um risco adicional.

O que fazer? O dr. Jeremy S. Bordeaux, diretor do programa do  melanoma program nos University Hospitals Case Medical Center and Case Western Reserve University, em Cleveland, simplifica: fiquem duplamente de sobreaviso em relação aos melanomas.

 

GLÁUCIO SOARES                 IESP/UERJ

Enviado em A detecção precoce dos cânceres, ansiedade e terapia hormonal, Câncer avançado de próstata, câncer do pulmão, linfoma, melanoma, radiação e sobrevivência | Deixar um comentário »

A Cúrcuma contra o câncer da próstata

Publicado por soares7 em dezembro 18, 2011

Há um crescimento contínuo do conhecimento a respeito do câncer da próstata. Lento, muito mais vagaroso do que gostaríamos, mas existe. Algumas das linhas passam por refinamentos consecutivos.

Tomo como exemplo uma espécie, turmeric, chamada de cúrcuma. Inclui um componente chamado curcumin, cuja versão sintética vem retardando o avanço do câncer. O composto sintético é chamado de ca27 e parece eficiente porque é absorvido rapidamente. A cúrcuma natural é absorvida de maneira menos eficiente. Creio, sem saber, que, em geral, é o contrário: os produtos naturais seriam absorvidos com mais facilidade e rapidez do que os sintéticos (insisto: é chute meu, pode ser verdade ou não).

Há um grupo na Universidade do Novo México pesquisando esse composto e seu efeito sobre o câncer. O objetivo do grupo é desenvolver novas estratégias de ataque aos cânceres avançados da próstata. É possível ter novas estratégias com ingredientes  antigos; além disso, o que é novo em uma cultura pode ser velho em outra.

Como?

O tratamento padrão para o câncer avançado é a terapia chamada de ablação andrógena.  Os andrógenos regulam a produção da testosterona que é o alimento favorito desse câncer. Porém, esse tratamento funciona por um período. Uns afirmam que a mediana é 18 meses, ao passo que outros, como o Dr. Charles Meyers, insistem que é mais, podendo ser muito mais.

E a cúrcuma?  Ela inibe as funções das proteínas AR. Mas o corpo a absorve parcialmente e vagarosamente. Por isso, os pesquisadores criaram e estão aperfeiçoando a ca27 e se e quanto e como inibem a atividade da proteína AR. Ainda estão em fase de laboratório. Testam vários níveis de concentração da ca27 em diferentes linhas de células cancerosas. Concluíram que a cúrcuma original não as altera, a ca27 altera. Melhor: ela tem um efeito duplo: impede o crescimento de células cancerosas e chega a tornar inviáveis algumas delas.

Um processo, chamado de estresse oxidativo, pode danificar muitas células cancerosas. As pesquisas estão em andamento, algumas com a ca27, e outras com análogas.

Vai demorar, sem dúvida, mas, alguns dos que lêem esse post poderão ser beneficiados. Quem sabe?

 

GLAUCIO SOARES              IESP/UERJ  

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Terapia hormonal e coágulos

Publicado por soares7 em dezembro 17, 2011

Há vários debates na área dos tratamentos e da detecção do câncer da próstata. Talvez os dois mais intensos sejam sobre a decisão de testar sistematicamente população em risco ou não e a respeito dos efeitos colaterais da terapia (anti)hormonal. Abaixo, uma posição de alerta alavancada por um comentário do Dr. Behfar Ehdaie, do Memorial-Sloan Kettering Cancer Center.

A terapia (anti)hormonal acarreta elevação do risco de formar coágulos no sangue que, quando se soltam provocam embolia pulmonar, podem ir para o coração com elevado risco de morte, ou ir para o cérebro, onde provocam derrames.

Eu já tive embolias pulmonares múltiplas. O que me lembro (aconteceu há alguns anos) foi de uma dor lancinante e paralisante. Não consegui me mexer durante muito tempo porque a dor não permitia. Talvez uns vinte minutos. Nos dias seguintes, feita uma tomografia computarizada, meu pulmonólogo apostava num tumor no pulmão, e o especialista em imagens (tomografias etc.) afirmava que era uma pneumonia recorrente. Como acreditava que os melhores hospitais cariocas eram a Varig, a American e a Delta, no dia seguinte estava na minha conhecida Gainesville, na Flórida, no Shands Hospital. Imediatamente fui enviado para o departamento de Nuclear Medicine, onde me fizeram respirar íons (não me lembro se positivos ou negativos) e obtiveram imagens deles no meu pulmão; depois injetaram corantes e fizeram novas imagens do pulmão e as duas não batiam. Havia zonas indicando íons, mas não sangue, zonas necrosadas. Era a evidência das embolias pulmonares. Várias áreas do meu pulmão direito estavam necrosadas e, se eu não fosse (ainda) um atleta, minha vida seria mais difícil.

O que essa pesquisa recente demonstra é que a terapia hormonal aumenta a formação de coágulos. Não foi uma pesquisa pequena: mais de 154 mil pacientes idosos com câncer da próstata. Os que fizeram terapia hormonal tinham o dobro de coágulos nas veias, artérias ou pulmões, em comparação com os que não fizeram essa terapia. O dobro não nos diz quanto: 1 em cada 6, aproximadamente, em contraste com um em cada treze.

Nessa pesquisa, ¼ das pessoas que desenvolveram coágulos acabaram no hospital por conta das conseqüências deles.

O pesquisador principal, Dr. Behfar Ehdaie, do Memorial-Sloan Kettering Cancer Center em New York (onde eu me trato atualmente) afirmou que esse “não é um risco trivial”. Ehdaie aconselha aos pacientes a ver qual o risco/benefício de cada tratamento. Entre os riscos e efeitos colaterais estão o ganho de peso, suores e calores, fadiga, disfunção erétil, e ossos menos resistentes.

A conclusão desse pesquisador é que, nos estudos originais, somente os pacientes com um câncer muito avançado e com metástase recebiam esse tratamento e que o aumento da sobrevivência e o alívio, ainda que temporário, de outros efeitos do câncer, sobretudo das dores, compensavam o aumento de outros riscos. Outra pesquisa recente mostra que a terapia hormonal adiciona sobrevivência aos pacientes que recebem radiação, cujos cânceres ou já apresentam metástase ou são de alto risco. O que deve ser mudado é o comportamento automático de tratar cânceres recém-diagnosticados e de risco baixo ou mediano com terapia (anti)hormonal, dizem esses autores.

 

GLÁUCIO SOARES                 IESP-UERJ

 

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Mais boas notícias para pacientes do câncer da mama

Publicado por soares7 em dezembro 10, 2011

Há outra pesquisa em andamento de interesse para pacientes do câncer da mama: a Bolero-2, também Fase III. Testa um medicamento oral, Everolimus, para pacientes com câncer avançado. O que queriam atingir: um tempo maior até o câncer voltar a avançar. Esse tempo é chamado de PFS - progression-free survival. É usado num coquetel, com uma terapia hormonal baseada no examestane. Os pacientes que só seguiram a terapia hormonal tinham um PFS de 3,2 meses, na mediana, em comparação com 7,4 meses dos pacientes que seguiram a terapia combinada, o coquetel. Um ganho de mais de quatro meses.

A mediana da idade das 724 pacientes era de 62 anos. Essa não é a primeira pesquisa que atesta a utilidade do Everolimus. Havia dado bons resultados em coquetéis com anastrazole e com letrozole, assim como com tamoxifeno.

Um ganho, um alívio de quatro meses.

 

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