Publicado por soares7 em Julho 8, 2009
A Clínica Mayo – a célebre Clínica Mayo – publicou instruções a respeito das técnicas de relaxamento para reduzir o estresse. Além disso, afirma que você pode aprender a fazer sozinho(a). Não precisa sair de casa, nem precisa gastar dinheiro. Sublinham os benefícios. Entre eles:
- Reduz os batimentos cardíacos
- Reduz a pressão sanguínea
- Diminui a taxa de respiração
- Aumenta o fluxo sanguíneo para os grandes músculos
- Reduz a pressão e a tensão musculares e as dores crônicas
- Aumenta a concentração mental
- Reduz a raiva, a hostilidade, o ressentimento e as frustrações
- Aumenta a auto-confiança e a confiança em resolver problemas
Então porque será que poucos fazem?
- Porque muitos nem sabem que existem e que funcionam
- Porque mesmo entre os que sabem, poucos dedicam o tempo e o esforço para aprendê-las e praticá-las
Não é mágica: é preciso praticar e praticar em sério para obter resultados.
(continua)
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Publicado por soares7 em Julho 7, 2009
Pesquisadores se perguntaram como responderam os pacientes mais jovens ao tratamento contra o câncer da próstata. Usaram um database com homens que tinham de 35 a 74 anos quando foram diagnosticados, num total de 318.774 pacientes. Primeiro, graças aos exames de PSA os homens jovens (de 55 anos ou menos) aumentaram sua participação de 2,3% para 9%. Cânceres que só seriam diagnosticados mais tarde, quando estivessem mais avançados, foram diagnosticadsos. A mediana da idade dos diagnosticados diminuiu de 72 para 68 anos. Mesmo assim, os mais jovens ainda foram diagnosticados com cânceres confinados. O tratamento seguiu a idade: homens mais velhos ou não receberam tratamento local ou receberam radioterapia em percentagens mais altas do que os jovens. A sobrevivência foi menor entre os mais idosos nos tumores com Escores Gleason intermediários (5 a 7). Porém, entre os cânceres com Gleasons mais altos os mais jovens tinham sobrevivência menor. É uma hipótese que os testes usados não diferenciaram bem entre os cânceres agressivos e que os dos homens mais jovens eram mais agressivos, embora isso não aparecesse nas medidas convencionais.
A idade no diagnóstico continua caíndo, graças aos exames mais frequentes e começados mais cedo, e isso é bom.
Fonte: Cancer. 2009 Jul 1;115(13):2863-71.
Enviado em A detecção precoce dos cânceres, Análise sistêmica do câncer de próstata, a ordem dos tratamentos, a volta do PSA, agressividade do câncer, ansiedade e depressão, avaliação do câncer, avanços no tratamento, câncer de próstata e efeitos colaterais, câncer de próstata e metástase, câncer de próstata e sobrevivência, câncer de próstata em jovens, idade, idade e câncer de próstata, idosos e desconhecimento, impotência, metástase, metástase do câncer da próstata, metástase no câncer de próstata, metástase óssea, metástases, metástases ósseas, metástese óssea, metátase, micção freqüente, sobrevivência, sobrevivência aos 5 anos, sobrevivência de câncer de próstata, sobrevivência de longo prazo, sobrevivência de pacientes | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Julho 7, 2009
Algumas pesquisas indicaram que reduzir o peso e os carbohidratos ajuda a combater o câncer. São pesquisas epidemiológicas que mostram que, considerando constantes outras variáveis o maior consumo de “carbs” favorece o câncer.
Agora, ScienceDaily divulga pesquisa realizada em outro nível, Tipo I ainda com células, no Burnham Institute for Medical Research que umas moléculas de açúcar chamadas de “glycans” surprimem os cânceres da próstata e da mama. O que fariam os glycans? Afetam a adesividade das células. Um aumento na expressão dos enzimas que produz esses glycans, que tem o nome nada fácil de β3GnT1, reduz a atividade dos tumores e sua migração. Tumor que fica no seu lugar não gera metástase – e isso é bom para nós.
E agora? Pesquisas, em níveis diferentes, que dão resultados opostos… Acho, sem saber, que a solução da equação passará pela classificação dos carbohidratos e seus componentes em “bons” e “maus”, conforme favoreçam ou limitem o câncer.
Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences.
Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, A membrana da célula cancerosa, a morte de célula cancerosa, a volta do PSA, ansiedade e câncer, apresentação powerpoint sobre câncer de próstata, glycons e câncer da próstata, medicamentos inteligentes contra o câncer de próstata, metástase, metástase do câncer da próstata, metástase do câncer de mama, metástase e morte, metástase no câncer de próstata, metástase óssea, metástases, metástese | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Julho 7, 2009
Algumas pesquisas indicaram que reduzir o peso e os carbohidratos ajuda a combater o câncer. São pesquisas epidemiológicas que mostram que, considerando constantes outras variáveis o maior consumo de “carbs” favorece o câncer.
Agora, ScienceDaily divulga pesquisa realizada em outro nível, Tipo I ainda com células, no Burnham Institute for Medical Research que umas moléculas de açúcar chamadas de “glycans” surprimem os cânceeres da próstata e da mama. O que fariam os glycans? Afetam a adesividade das células. Um aumento na expressão dos enzimas que produz esses glycans glycans, que tem o nome nada fácil de β3GnT1, reduz a atividade dos tumores e sua migração. Tumor que fica no seu lugar não gera metástaase – e isso é bom para nós.
E agora? Pesquisas, em níveis diferenes, que dão resultados opostos… Acho, sem saber, que a solução da equação passará pela classificação dos carbohidratos e seus componentes em “bons” e “maus”, conforme favoreçam ou limitem o câncer.
Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Publicado por soares7 em Julho 6, 2009
Mais um pequeno estudo revela a influência benéfica do chá verde sobre o câncer da próstata. Infelizmente, foram apenas 26 pacientes estudados. A idade variava muito, de 41 a 72, o que abre a possibilidade para variáveis que confundem a análise. Todos fizeram prostatectomia radical; durante pouco mais de um mês tomaram, diariamente, quatro cápsulas de extrato concentrado de chá verde que equivalem a 12 xícaras de chá por dia. Análise do sangue revelou um decréscimo de biomarcadores que indicam que o câncer está avançando. O fígado permaneceu bem e não houve efeitos colaterais significativos. Bons efeitos também foram encontrados em homens com PIN, que uma neoplasia intra-epitelial que freqüentemente é seguida pelo câncer. Há várias outras pesquisas de tipo diferente que confirmam a relação. Até agora, nada a perder, tudo a ganhar.
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Publicado por soares7 em Junho 28, 2009
Esse veio da Suiça. Uma partícula alfa que emite um peptídeo sintético, que é radioativo, mata as células cancerosas nos camundongos, tendo um efeito muito mais suave nas células normais.
Dá certo? A quem se aplicará?
Se aplicará sobremaneira a pessoas, como eu, que foram operadas e o câncer voltou. A sobrevivência dos camundongos que foram tratados foi triplicada. É mais uma esperança.
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Publicado por soares7 em Junho 27, 2009
Um grupo canadense pesquisou a relação entre o consumo de gordura e a sobrevivência entre pacientes de câncer da próstata. Acompanharam 384 pacientes: de três em três meses nutricionistas entrevistavam os pacientes usando um questionário padronizado. A duração média do acompanhamento foi de 5,2 anos. Trinta e dois pacientes morreram do câncer e 39 de outras causas. Controlando estatisticamente o efeito do Gleason, do estágio clínico, do tipo de tratamento, da idade e do total de energia consumido, dividiram os pacientes em três grupos, dos que consumiam mais gordura para os conumiam menos. O grupo que consumia mais gordura tinha um risco três vezes mais alto de morrer de câncer.
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Publicado por soares7 em Junho 26, 2009
Algumas pesquisas recentes confirmaram a relação negativa entre o chá verde e o câncer da próstata: mais chá, menos câncer.
Todos os pacientes estavam sendo preparados para fazer a cirurgia e tomaram quatro cápsulas de um extrato do chá chamado EGCG e mais alguns polifenóis.
Quatro cápsulas correspondem a 800 mgs., ou 12 taças de chá por dia.
Os resultados foram interessantes, por duas razões:
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uns pacientes responderam muito mais do que outros;
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entre os que responderam, houve casos de redução de fatores associados ao crescimento do câncer de até 30%.
Um dos autores disse o que queríamos ouvir: há substâncias no chá verde que evitam o câncer e que combatem sua expansão.
Fonte: Cancer Prevention Research.
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Publicado por soares7 em Junho 20, 2009
Serendipity é um termo usado para descrever descobertas inesperadas. Acaba de acontecer uma na Mayo Clinic. A esposa de um paciente insistiu em que ele fosse retirado de um clinical trial e colocado num tratamento que nem havia chegado ao Tipo II. Deu muita briga,ofensas, ameaças, o escambau. Afinal, puzeram o maridão no tratamento.
Que tratamento? Um que combinava um agente anti-corpo chamado Ipilimumab, que se gruda e começa um intercâmbio com algo chamado de CTLA-4 (Vai o nome em Inglês: ( cytotoxic T lymphocyte-associated antigen 4), uma molécula das células T, que fazem parte do nosso sistema imune. Os resultados foram inesperados e chamados de dramáticos. É para ler com um pouquinho de esperança e muitas reservas. Esses homens eram parte de uma pesquisa inicial sobre o ipilumab, que tem sido usada em combinação com a radioterapia e a terapia hormonal. Nesses dois pacientes, o câncer perfurou a próstata e se expandiu para a área abdominal. Metástase braba. Os pacientes receberam ablação hormonal, que zera a testosterona, e que usualmente provoca um encolhimento do tumor – mas não o desaparecimento. Nesse ponto os pesquisadores adicionaram uman dose única de ipilumab, que prococou uma reação massiva ao tumor causando uma ampla resposta imune, matando muitas células cancerosas. Os dois, considerados inoperáveis, viram seus PSA`s caírem rapidamente e puderam entrar na lista dos operáveis. Um dos pacientes adicionou radioterapia e o outro não, Os tumores dos dois encolheram consideravelmente e os dois saíram do hospice (corredor da morte) e voltaram à vida normal.
Ninguém estabelece política pública com base em dois casos e o hospital e a empresa, Medarex, estão tomando todas as medidas para evitar uma enxurrada de pedidos,solicitações,inscrições e processos.
Ainda faltam testes do Tipo II (com poucos pacientes, para ver dose, efeitos e toxididade) e Tipo III, muito mais caro,com muitos pacientes, controlados, para ver se funciona mesmo. Como os efeitos devem ser demonstrados a longo prazo, ainda teremos 4-5 anos pela frente,
Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, A membrana da célula cancerosa, Células cancerosas mortas de fome, a morte de célula cancerosa, abiraterone derruba o PSA, câncer de próstata e testes clínicos, células T e câncer de próstata, células agressivas, células cancerosas, células cancerosas circulam no sangue, células cancerosas da próstata, células cancerosas migratórias, células de câncer de próstata | Tagged: as células T ativadas atacam as células cancerosas, Ipilimumab tira dois de dentro do caixão, o papel do acaso na luta contra o câncer, uma grande esperança mas só com dois pacientes | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Junho 16, 2009
Há uma empresa, Medivation, que está testando uma droga chamada MDV 3100. O que ela faz? Ela reduz os níveis de uma proteína que está associada com tumores que não respondem mais aos tratamentos existen tes. Um primeiro teste, com trinta pacientes, demonstrou que o remédio é seguro, mas que nem todos respondem a ele. Dos 30, 13 melhoraram, baixando significativamente o PSA. Segundo o Howard Hughes Medical Institute, foram 22 (e não 13). Esse tratamento se concentra num receptor andrógeno que se liga a testosterona. Trabalham com muitas variedades desse tratamento. Há um novo teste, com 140 pacientes, em andamento. Os resultados devem estar disponíveis no ano que vem. A empresa recebeu a permissão para realizar um clinical trial com 1.200 pacientes avançados, que já não respondem aos tratamentos hormonais disponíveis. Infelizmente, leva tempo até avaliar o efeito da droga sobre a sobrevivência e os resultados dessa nova pesquisa não serão conhecidos antes de vários anos.
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Publicado por soares7 em Junho 16, 2009
Há muitos testes de câncer da próstata sendo desenvolvidos. Nos últimos anos, mais de cem foram ou estão sendo testados. Há muitos objetivos que queremos alcançar, como reduzir os falsos positivos (os testes sugerem cânceres que não existem) e os falsos negativos (os testes sugerem que não há câncer, mas há). Até as biópsias podem errar, usualmente na direção de falsos negativos: não encontram células cancerosas porque elas estão em outro lugar. Mas há outros objetivos, como saber qual o risco de metástases e qual o risco de morte. Pesquisadores da UCSF desenvolveram um teste chamado CAPRA que ajuda a reduzir os erros nas previsões de metástases ósseas, mortalidade específica e mortalidade geral desde o momento em que o câncer foi diagnosticado. Do ponto de vista da escolha do tratamento esses são conhecimentos fundamentais.
A pesquisa foi com um número grande de pacientes, mais de dez mil e os resultados acabam de ser publicados no Journal of the National Cancer Institute. Inicialmente os pacientes estão sendo classificados em três categorias: risco alto, médio e baixo, mas essa classificação ainda rude deve ser refinada.Os números mostram que é importantíssimo saber: afinal, são perto de 200 mil homens que serão diagnosticados com esse câncer somente nos Estados Unidos e mais de 27 mil devem morrer vitimados por ele. Ter informação precisa sobre o prognóstico ajudará muita gente. É importante saber que, nos Estados Unidos, apenas 5% dos pacientes já apresentam metástases no diagnóstico. Os demais enveredam por muitos tipos diferentes de tratamento que se beneficiariam dessas informações.
O que é o teste CAPRA? Usa cinco fatores: idade no diagnóstico, o escore Gleason, o PSA, a percentagem das biópsias (agulhas) com resultados positivos, que mostram a existência de câncer e o estágio do tumor, elaborado com base no toque retal e/ou no ultrasom. Usa, afinal das contas, informações que normalmente estão disponíveis. Em três pesquisas diferentes, o CAPRA previu o fracasso bioquímico e, agora, teve sucesso em prever quem morreria da doença e quem morreria em geral (de todas as causas). Acompanharam os dados de pacientes sendo tratados em 40 centros, desde 1995. Três por cento desenvolveram metástases ósseas, 2,4% morreram do câncer da próstrata e 14,9% morreram de outras causas. Olhem bem esses números. Ou seja, aproximadamente uma de cada seis mortes foi devida ao câncer da próstata. O CAPRA previu com pouco erro esses resultados.Por cada ponto no escore CAPRA o risco de morte pelo câncer aumenta 39% e dois pontos dobram o risco. Até agora o instrumento foi testado com êxito até dez anos depois do diagnóstico.
É bom saber, para decidir melhor.
Enviado em A detecção precoce dos cânceres, O teste CAPRA para o câncer da próstata, PSA e metátase óssea, PSA e risco de morte, PSA e sobrevivência, PSA elevado, a importância da visualização do câncer, agressividade do câncer, ajuda câncer de próstata, metástases, metástases ósseas, risco de morrer de câncer | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Junho 15, 2009
O licopeno ajuda a evitar o câncer da próstata. A pesquisa, feita pela Harvard University com 48 mil homens, mostra que os que usavam suco de tomate, catsup etc. pelo menos duas vezes por semana tinham um risco 36% mais baixo de desenvolver um câncer na próstata.
A pesquisa durou doze anos. Quatro informações adicionais:
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o licopeno também reduz o risco de câncer do pulmão e do estômago e de problemas cardíacos;
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o licopeno também existe fora dos tomates: laranjas, vegetais e frutas de cor vermelha ou amarela têm licopeno, umas mais, outras menos;
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porém, pelo menos nos Estados Unidos, a maioria do licopeno que se põe para dentro vem de tomates enlatados, catsups, pizzas etc.
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os dados não são tão claros a respeito de se o licopeno combate o câncer depois de estabelecido.
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Publicado por soares7 em Junho 13, 2009
Uma pesquisa recente sugere que a terapia hormonal, juntamente com a radioterapia, pode salvar muitas vidas. Foi publicado no sério jornal New England Journal of Medicine. Cânceres agressivos, mas que ainda não se espalharam, tratados com radioterapia seguida por dois anos de terapia hormonal, matam menos do que sem essa combinação. O autor principal do artigo é o Dr. Eric Horwitz, do Department of Radiation Oncology at Fox Chase Cancer Center. Sublinha que o tratamento hormonal, de fato, é anti-hormonal – bloqueia a testosterone.
O Dr. Horwitz admite que o tramento hormonal tem efeitos colaterais nada desprezíveis, mas acha que os ganhos são maiores do que as perdas.
Outra pesquisa mostra que a duração do tratamento hormonal também conta, e que as que duram mais são mais eficientes. Três anos de supressão dos andrógenos produzem melhores resultados do que seis meses. Examinaram 970 pacientes com câncer agressivo, mas ainda localizado. Um grupo recebeu seis meses e pronto e o outro recebeu mais dois anos e meio de outro tratamento hormonal.
A pesquisa foi feita na França, dirigida pelo Dr. Michel Bolla do Grenoble University Hospital. Aos cinco anos, a mortalidade era diferente: 19% vs 15,2%. Essa é a mortalidade geral. E a mortalidade específica, devida ao câncer de próstrata? Era um pouco maior no grupo do tratamento de três anos (4,7% vs 3,2%), uma diferença de 1,5%.
Esses dados precisam ser muito bem lidos:
Nessa população, com maioria idosa e com câncer avançado (mas localizado) um em cada cinco morreu em cinco anos e, no outro grupo, um em cada seis;
Num grupo, três de cada quatro mortes não foram por câncer da próstata e no outro aproximadamente quatro em cinco não foram devidas a este câncer
Menos de um em vinte e um morreu de câncer num grupo e um em trinta e três no outro;
As mortes por outras causas foram mais frequentes no grupo de curta duração e podem ter sido uma das razões para não seguir com o tratamento. Como o tratamento tem efeitos colaterais significativos, a presença de outras doenças graves pode ter dissuadido pacientes e médicos de continuar o tratamento hormonal.
Dr. Bolla aceita que a vantagem do tratamento prolongado no que concerne a mortalidade específica por câncer da próstata foi pequena, mas acredita que ela tende a crescer com o tempo.
O Dr. Peter Albertsen, que comentou esse artigo, expressou a opinião de que o tratamento hormonal é aconselhável quando há claros sinais de que a doença já metastizou ou quando o câncer fôr agressivo, ainda que local.
Fonte: N Engl J Med 2009.
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Publicado por soares7 em Junho 11, 2009
A Johns Hopkins, no seu boletim Health Alert detalha as circunstâncias em que o acompanhamento – atento e constante é a melhor estratégia.
Responde à pergunta: dada a idade do paciente, sua esperança de vida e o tipo de câncer, vale a pena fazer algum tratamento com intenção de curá-lo? Cirurgia, radiação, braquiterapia, terapia hormonal? elas tem ou podem ter sérias consequências colaterais, como a incontinência, a impotência, fadiga etc.
Todas elas tem ou podem ter sérias consequências colaterais, como a incontinência, a impotência, fadiga etc.
Há dois pontos de referência: a metástase dolorosa e a morte causada por esse câncer.
Muitos homens, devido à idade avançada e ao tipo menos agressivo de câncer sofreriam os efeitos colaterais dos tratamentos, mas suas vidas não seriam ampliadas por êles. O objetivo dessa estratégia – o acompanhamento – é evitar os efeitos colaterais e os custos das intervenções. Segundo esse artigo, menos de dez por cento dos homens que poderiam/deveriam usar essa estratégia o fazem. Os analistas entendem que, para muitos homens (e mulheres também) é difícil aceitar viver com um câncer no corpo. Querem tirá-lo, torrá-lo, secá-lo etc. O câncer provoca muitas ansiedades.
Acompanhar significa exames periódicos, de PSA (e, recentemente, de outros marcadores), toque retal e, em alguns casos, biópsias. Mas dadas as condições detalhadas acima, é a postura mais inteligente. Uma pesquisa acompanhou pacientes que fizeram tratamentos pesados e os que somente acompanharam o câncer durante doze (12) anos. A diferença entre as taxas de mortalidade dos dois grupos foi de 0.5%.
Essa é uma idéia rejeitada por muitos médicos, por pacientes e seus familiares. Querem tratamento. Em situações extremas, a idéia de equilíbro e escolhas bem-pensadas pode ser impensável.
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Publicado por soares7 em Junho 10, 2009
Notícia rápida sobre os efeitos preventivos de dutasteride. A pesquisa chamada de REduction by DUtasteride of prostate Cancer Events (REDUCE), com um número grande de pacientes, mostrou que os que tomavam a droga tinham um risco de câncer (demonstrado por biópsias) 23% menor. Essa é a síntese de uma apresentação a American Urological Association. Interessa, sobretudo, a pessoas com um risco genético alto de desenvolver câncer da próstata.
Enviado em a volta do PSA, abiraterona, câncer de próstata, câncer de próstata - Sobrevivência média, dutasteride, prevenção, prevenção do cancer de próstata, prevenção do câncer | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Junho 5, 2009
O crescimento do PSA ajuda a prever a sobrevivência nos estágios mais avançados do câncer da próstrata. Uma pesquisa feita na Finlândia demonstra que a Prostate-specific antigen progression (PSA-P) é um indicador valioso entre pacientes muito avançados. Foram examinados mais de mil pacientes que estavam numa pesquisa sobre hormônios, sendo que 597 já não respondiam a hormônios. Viram o que acontecia três meses e sete meses mais tarde e relacionaram os resultados com a sobrevivência geral (digo geral porque inclui todas as mortes e não apenas as por câncer da próstata). Entre os que o PSA-P foi observado, o risco de morte era 2,4 vezes o dos pacientes onde o PSA não progrediu. Se o PSA avançou em menos de sete meses, o risco era quatro vezes maior. Esse risco se traduz em meses de sobrevivência: a mediana da sobrevivência no grupo em que o PSA voltou a avançar rapidamente era de menos de um ano, dez meses, ao passo que no outro grupo era de 44 meses, quase quatro anos. Note-se que o PSA-P não foi definido como qualquer aumentinho, mas um aumento de pelo menos 25% do nível mais baixo atingido, que é chamado de nadir.
Esses estudos são usados para orientar pacientes, seus familiares e também os médicos a respeito do que esperar e que tratamento seguir num momento em que as opções ficaram escassas.
Fonte: Hussain M, Goldman B, Tangen C, Higano CS, Petrylak DP, Wilding G, Akdas AM, Small EJ, Donnelly BJ, Sundram SK, Burch PA, Dipaola RS, Crawford ED. em J Clin Oncol. 2009 May 20;27(15):2450-6.
Enviado em a volta do PSA, nadir do PSA, risco de câncer, risco de morrer de câncer, risco de recorrência do câncer | Tagged: O crescimento do PSA e a sobrevivência nos estágios avançados do câncer da próstrata, PSA-P | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Maio 31, 2009
OncoGenex Pharmaceuticals é uma empresa relativamente desconhecida. Não obstante, tem a opportunidade de se tornar uma empresa muito bem sucedida, graças a um produto para pacientes de câncer avançado da próstata, o OGX-011.
O que faz o OGX-011? Com base em um pequeno estudo, com 82 pcientes, ajudou esses pacientes a viver mais – aumentando a esperança de vida em sete meses, se usado conjuntamente com a químio (Docetaxel), em comparação com apenas Docetaxel, num total de dois anos de sobrevivência. Antes, tinham estimado a vantagem em dez meses e meio. Esses dados se referem a medianas (metade sobreviveu mais, metade sobreviveu menos).
Os tratamentos, nessa etapa, são duros. O OGX-011 é aplicado endovenosamente durante duas horas, uma vez por semana e há efeitos colaterais que baixam a qualidade da vida. O OGX-011 bloqueia uma proteína chamada clusterina, que atrapalha a químio. Sem ela, a químio funciona melhor.
Os que tomaram o OGX-011 tinham um risco de morte nos 32 meses de duração do estudo que era 39% menor do que os que receberam a químioterapia simples e pura. No caso da Provenge, fabricada pela Dendreon, a redução do risco era menor, 22%. Vai haver briga entre essas companhias.
Enviado em 280 medicamentos contra o câncer de próstata, OGX-011, metástase do câncer da próstata, metástase do câncer de mama, metástase e morte, metástase no câncer de próstata, metástase óssea, metástases ósseas, metástese óssea, oncólogo, pacientes com cânceres muito avançados, pacientes com metástase | Tagged: Aumentando o poder da químioterapia, o OGX-011 aumentou a esperança de vida em sete meses, O que faz o OGX-011?, OGX-011 aumenta o efeito do Docetaxel | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Maio 31, 2009
As pequenas melhorias não entusiasmam tanto quanto as grandes, ainda que salvem mais vidas, assim como os riscos do quotidiano provocam menos medo do que os acontecimentos que acontecem pouco mas matam muitos, como Chernobyl. Em pouco tempo, os mortos no trânsito superaram em número os mortos em Chernobyl.
O câncer é parecido. A abiraterona apareceu muito na media porque prometia a cura (de fato, não é cura, longe disso), mas poucos se impressionam com o fato de que, cada ano mais pessoas são salvas e menos morrem de câncer. Um artigo por Steve Buttry argumenta ao longo desse raciocínio, que não é novo.
Não obstante, houve muito progresso. Ele relata que em meados da década de 70 a mãe da sua esposa e o pai dele descobriram que tinham câncer. Nas décadas de 60 e 70 o grande público acreditava que câncer era sinônimo de morte. De fato, parecia. O pai de Steve foi diagnosticado com câncer da próstata e morreu em um ano; a sogra de Steve foi diagnosticada com câncer no cólon e morreu em três. Hoje, a expectativa de vida das pessoas que são diagnosticadas com esses cânceres é muito, muito maior. O proprio Steve enfrentou um câncer do colon, fez cirurgia e já se passaram dez anos. Ficou atento e, por isso, fez outra para retirar pólipos.
O câncer tem uma dimensão genética e o irmão de Steve também teve câncer na prostata. Porém, as coisas mudaram desde as décadas de 60 e 70: hoje 98% dos pacientes que sofrem desse câncer estão vivinhos cinco anos depois do diagnóstico. O câncer do cólon, antes considerado letalíssimo, também apresentou melhoras na sobrevivência: 64% estão vivos cinco anos depois do diagnóstico. Se fôr diagnosticado antes da metástase, a percentagem sobe para 90%.
Câncer é uma barra: nos Estados Unidos matará, esse ano, entre quinhentas e seiscentas mil pessoas. Porém, mais gente sobrevive ao câncer do que morre dele. A American Cancer Society calcula que haja onze milhões de americanos que tiveram câncer e não morreram. O progresso é muito desigual e alguns cânceres, como o do pâncreas e um dos cânceres do cérebro, o glioblastoma, por exemplo, continuam sendo de altíssima letalidade. Mas a direção é clara: maior sobrevivência.
Enviado em Câncer de próstata e Provenge, Câncer de próstata e pesquisas, Câncer na próstata, a morte de célula cancerosa, abiraterona, câncer de próstata e efeitos colaterais, câncer de próstata e fraturas, câncer de próstata e metástase, câncer de próstata metástase, câncer de próstata sobrevivência, câncer e a probabilidade de sobreviver, câncer e cidadania, câncer e decisões apressadas, câncer na família, sobrevivência aos 5 anos, sobrevivência de câncer de próstata, sobrevivência de longo prazo, sobrevivência é maior nos Estados Unidos | Tagged: câncer do cólon 64% estão vivos cinco anos depois do diagnóstico, câncer era sinônimo de morte, câncer no cólon, nos Estados Unidos matar esse ano entre quinhentas e seiscentas mil pessoas, onze milhões de americanos tiveram câncer e não morreram | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Maio 27, 2009
O nome, em Inglês, é pets. Pets são animais domésticos, em grande maioria cachorros e gatos. Sabemos, há mais de um quarto de século, como resultado de pesquisas, que acariciar um cachorro ou um gato reduz a pressão sanguínea, reduz as batidas cardíacas e muito mais. Pacientes que tiveram um ataque do coração se recuperam mais rápido e vivem mais tempo se tiverem um pet em casa. Crianças que crescem com gatos e cachorros tem menos alergias e asma. A existência e o contacto com pets aumenta a nossa produção de serotonina e de dopamina, que estão relacionadas com o nosso humor – quanto mais, melhor. Ajudam, mesmo, a combater a depressão.
Porém, não são apenas os pacientes que melhoram com os pets. Cuidar de idosos e de pacientes pode ser muito estressante e estudos mostram que quem o faz também se beneficia de ter um cachorrinho ou um gatinho. Isso também foi demonstrado.
Contudo, os grandes beneficiários, em potencial, são os idosos. Não é fácil ser idoso, e é pior ser um idoso inativo. A idade, juntamente com a saúde e a falta de projetos, é uma das correlatas mais frequentes da depressão e do suicídio. O “modelo húngaro” nada mais é do que o crescimento súbito e contínuo da taxa de suicídios com a idade, começando com a aposentadoria. A última pesquisa nessa área foi feita em St. Louis: os idosos que passavam tempo com um cachorro se sentiam mais felizes e esse efeito era maior quando não tinham que “dividir” o cachorro com outro idoso.
Por que?
O tempo passado com pets é retirado do tempo gasto com preocupações inúteis e com a solidão. Há uma importante reciprocidade na relação com gatos e cachorros: nós cuidamos deles, e eles cuidam de nós. Infelizmente, muitos idosos são abandonados no fim da vida, inclusive com parentes mais preocupados em construir suas próprias vidas. Eles são os grandes beneficiários de um gato ou um cachorro.
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Publicado por soares7 em Maio 27, 2009
Era de esperar! Com a compra da Cougar pela J&J, a publicidade não teria como diminuir. A nova onda nos afirma pouco de novo e reafirma muito do que já sabíamos. Em 70% dos casos, abiraterona encolhe os tumores. Na Grã Bretanha a sobrevivência é menor do que nos Estados Unidos, possivelmente porque a detecção é mais tardia: 35 mil são diagnosticados anualmente e 12 mil morrem. Evidência de que são diagnosticados tarde é a afirmação de que dos cânceres agressivos, a maioria morre em 18 meses. Não é assim!
Como é o tratamento?
As pessoas tomam quatro pílulas diariamente e os efeitos colaterais não são pesados.
Porém, o que não tinha sido divulgado antes é que os efeitos benéficos duram apenas oito meses. Porém, misturando esse tratamento com um esteróide, o efeito pode durar mais um ano. Quase dois anos, no total.
Lembrem que os testes foram feitos com pacientes muito avançados. Talvez por isso, os resultados divulgados são modestos, menores do que os propalados pelo “salvacionismo”. O número é pequeno – 54. Está em andamento uma pesquisa de Tipo III, com muitos pacientes.Essa notícia foi baseada em um artigo de jornal Inglês cujo autor, jornalista, não parece estar a par das pesquisas na área. Por isso, o leitor que tire suas conclusões. O que parece certo – porque há muita grana nisso – é que em 2011-12 a abiraterona estará disponível na Grã Bretanha.
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